- Blair afirmou que o Reino Unido deve explorar o petróleo e gás remanescentes e abandonar a meta de neutralidade de carbono até 2050, em meio a uma máxima histórica de calor em maio.
- Especialistas dizem que abandonar o net zero geraria mais instabilidade e custos, defendendo que energia limpa é mais barata e reduz vulnerabilidade a preços.
- Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia, afirmou que abrir novos campos teria pouco impacto nos preços ou na segurança energética britânica.
- O governo mantém a posição de não conceder novas licenças de exploração e continuar com a transição justa no Mar do Norte, destacando o aumento da geração de energia solar.
- Crises climáticas e custos econômicos: ondas de calor afetam saúde e agricultura, com potencial custo de milhões de libras, enquanto o net zero é visto como beneficiante para a economia a longo prazo.
Blair defende explorar reservas de petróleo e gás remanescentes do Reino Unido e abandonar a meta de net zero até 2050. A sugestão foi publicada em ensaio durante uma onda de calor recorde no país e em meio a tensões internacionais. Especialistas em energia alertam que essa mudança não traria benefícios à economia nem à estabilidade de preços.
Para analistas, abandonar metas climáticas e ampliar a extração em áreas como o Mar do Norte aumentaria a instabilidade para britânicos, elevando riscos econômicos e energéticos. Mesmo com altas de preços de energia, fontes limpas são apontadas como mais baratas a longo prazo e menos sujeitas a choques.
Reações de especialistas e setores
Ed Matthew, da Fundação E3G, diz que a intervenção ocorre num momento de crise climática e de custo elevado de petróleo, defendendo que energia limpa reduz encargos com contas e custos operacionais. Ele orienta o governo a manter políticas de transição.
Jess Ralston, da unidade de energia da CEIU, afirma que renováveis ajudam a reduzir contas de luz. Ela aponta que o Norte da Europa mostra maior estabilidade com mais tecnologia limpa, citando casos de outros países e a redução da dependência de gás estrangeiro.
Contexto institucional
O governo britânico mantém o compromisso de gerenciar campos existentes da região, sem licenças novas para exploração. Representantes oficiais ressaltam que essa estratégia busca segurança energética e contenção de custos para famílias, alinhada à transição justa.
Fatih Birol, da IEA, já sinalizou que novas perfurações teriam impacto limitado nos preços ao consumidor. Economistas estimam que a ampliação da extração dificilmente reduziria tarifas destinadas aos britânicos.
Tendências e impactos
Relatórios recentes indicam que os impactos do aquecimento global podem afetar fortemente a economia do país, com perdas ligadas a ondas de calor, secas e inundações. O comitê climático britânico recomenda ações para mitigar efeitos econômicos e sociais.
O debate também envolve partidos de oposição, que reiteram o firme apoio à meta de net zero e à redução gradual do uso de combustíveis fósseis, destacando benefícios econômicos de longo prazo com transição para fontes renováveis.
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