- A Agência Ambiental da Inglaterra divulgou uma nova lista de 117 locais de alto risco de descarte irregular de resíduos, incluindo 28 chamados “super sites” com mais de vinte mil toneladas de lixo.
- O maior depósito é de 281 mil toneladas de solo contaminado em Northwich, Cheshire, um dos onze sites desse tipo já revelados por uma investigação da BBC em janeiro.
- No total, existem cerca de setecentos sítios ilegais de resíduos, mas a lista destaca áreas de prioridade mais alta para comunicação com a população.
- Alguns locais estão sendo limpos com dinheiro público, como Hoads Wood, em Kent, e Kidlington, em Oxfordshire; outros podem não receber esse financiamento, dependendo de critérios governamentais.
- A lista pede ao público que repasse informações e será atualizada mensalmente para acompanhar novas ações de combate aos crimes envolvendo resíduos.
Uma nova lista de fiscalização divulgada pela Environment Agency (EA) aponta quase 30 supostos “super sites” de resíduos ilegais, cada um abrigando dezenas de milhares de toneladas de lixo. A relação reúne 117 locais considerados de alta prioridade, publicada na sexta-feira.
Desses, 28 são classificados como super sites, com mais de 20 mil toneladas de resíduos. O maior volume identificado é de 281 mil toneladas de solo contaminado em Northwich, Cheshire, destacado também por uma investigação da BBC em janeiro.
No total, a EA estima cerca de 700 locais de descarte ilegal no país, mas prioriza alguns para que os moradores saibam onde a ação está ocorrendo. Entre os alvos estão Hoads Wood, em Kent, e Kidlington, em Oxfordshire, que já passam por limpeza.
Grandes montes de resíduos foram localizados em Wigan e Sheffield, somando quase 40 mil toneladas. A EA sinaliza que esses locais devem passar por eliminação com recursos públicos apenas em casos excepcionais, sob critérios de risco ambiental e impacto à comunidade.
A agência enfatiza que a remoção financiada pelo contribuinte depende de avaliação específica, não sendo uma prática comum em todos os casos. A lista também funciona como instrumento de transparência para demonstrar atuação contra crimes de resíduos.
Há casos em que os resíduos incluem materiais domésticos, de construção, amianto e pneus, localizados em áreas privadas ou rurais sem licenças adequadas. A EA pede que moradores enviem informações para ajudar no rastreamento.
Philip Duffy, chefe da EA, descreveu a prática de descarte ilegal como um prejuízo para comunidades e meio ambiente. Segundo ele, a divulgação visa mostrar ações em curso e incentivar o compartilhamento de informações pela população.
A agência mantém o compromisso de atualizar a lista mensalmente, sem causar prejulgamentos em investigações ou ações de fiscalização em andamento. O objetivo é ampliar a vigilância e aumentar o escrutínio sobre quem comete esses crimes.
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