- Pescadores e povos indígenas de Pasuquin e Ilocos Norte contestam o avanço de grandes projetos de energia limpa, temendo impactos nas rotas de pesca e na vida marinha local.
- Ilocos Norte é apontada pelo governo como possível “capital de energia renovável” do Sudeste Asiático, com dezenas de projetos previstos para expandir a geração de energia a partir de fontes limpares.
- Um grande conjunto offshore, o BuhaWind, planeja cerca de vinte gigawatts de capacidade e envolve um investimento de cerca de duzentos e cinquenta? bilhões de pesos, em cinco cidades costeiras, com leilão de concessão de vinte e cinco anos.
- Organizações de pescadores e especialistas alertam sobre incertezas para a biodiversidade marinha e pedem consultas reais às comunidades locais e salvaguardas ambientais mais robustas.
- Em Masamuyao, uma fazenda solar de mais de duzentos hectares começou sem consentimento formal da tribo indígena, gerando ações da NCIP e possíveis sanções para as empresas envolvidas.
O que acontece
Fishermen e comunidades indígenas de Ilocos Norte confrontam o avanço de projetos de energia limpa no reduto do presidente Marcos Jr. Em Pasuquin, moradores denunciam impactos de planos de turbinas offshore que poderiam afetar a pesca local e o ecossistema marinho.
Quem está envolvido
Lideranças de pescadores, a igreja local (IFI) e organizações comunitárias atuam para defender o modo de vida tradicional. Empresas de energia, órgão público provincial e grupos de defesa ambiental também participam do debate.
Quando e onde
Os relatos se concentram em Ilocos Norte, região de Pasuquin, Burgos, Pagudpud e cidades vizinhas, com ações de consulta e controvérsia ocorrendo entre 2022 e 2026, sobretudo no litoral norte da ilha de Luzon.
Por que está ocorrendo
O motivo central é a construção de parques eólicos offshore e de um parque solar em terras de comunidades indígenas, com promessas de benefícios econômicos, mas temores de deslocamento de comunidades, danos a habitats e prejuízos à pesca tradicional.
Desdobramentos econômicos e políticos
O governo regional enfatiza que os projetos podem impulsionar a economia local, citando fontes de investimento estrangeiro e aumento da geração de energia. O governo estadual sustenta que há salvaguardas para mitigar impactos às comunidades pesqueiras.
Impactos na pesca e no ecossistema
Fischers destacam que turbinas e vibrações podem alterar rotas de pesca, exigindo deslocamento para mar aberto e aumentando riscos. Cientistas e organizações locais alertam para possíveis efeitos na biodiversidade marinha e em espécies migratórias.
Conflitos com comunidades indígenas
Indígenas da Masamuyao-Isneg Yapayao relatam invasões de áreas ancestrais para instalação de uma usina solar. Eles questionam consentimento prévio e afirmam que o processo legal não foi cumprido, com consequências para terras, árvores e rios.
Resposta das partes
As empresas afirmam ter realizado consultas e oferecerão medidas de mitigação, como moldar rotas de pesca e criar recifes artificiais. Órgãos oficiais reconhecem desafios, mas destacam potenciais benefícios econômicos.
Situação atual e próximos passos
O cronograma envolve estudos de viabilidade que podem levar anos, com possibilidade de multas por operações sem consentimento. Organizações ambientais defendem maior participação das comunidades na tomada de decisões.
Como fica a vida local
Para muitos pescadores, o alternative de manter a renda depende de manter a pesca perto da costa. Organizações civis defendem participação comunitária e proteção de direitos territoriais, bem como monitoramento ambiental contínuo.
Notas sobre fontes e contexto
Autoridades locais destacam o peso político de Ilocos Norte nas políticas de energia, com obras financiadas no exterior e marcos legais que favoreceram a expansão de projetos renováveis na região.
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