- Cientistas anunciaram o primeiro mapeamento completo do DNA de uma macaca-barbária chamada Crinkle, no Trentham Monkey Forest, em Staffordshire.
- O sequenciamento é visto como ferramenta poderosa para conservação, ajudando a entender saúde genética, origem de indivíduos e rastrear animais traficados.
- Crinkle é a primeira da espécie, hoje ameaçada na natureza, a ter o genoma inteiro decodificado.
- Os pesquisadores já traçaram as raízes de Crinkle até populações selvagens próximas aos parques Ifrane National Park e Khenifra National Park, ambos no Marrocos.
- O diretor do parque, Matt Lovatt, e o pesquisador Dr. Patrick Tkaczynski afirmam que o estudo pode ajudar a proteger macacas-barbárias da caça e do comércio ilegal, potencialmente mudando a conservação.
Em Staffordshire, Reino Unido, pesquisadores anunciaram o que classificam como um “primeiro no mundo”: o mapeamento completo do DNA de uma macaque Barbária chamada Crinkle, realizada na Trentham Monkey Forest, em Stoke-on-Trent. O objetivo é ampliar as ferramentas de conservação e evitar a extinção da espécie.
Crinkle é uma das cerca de 140 macacas que vivem no parque. Segundo os responsáveis, a sequência genética completa não existia até então para Barbáries, o que dificultava acompanhar saúde genética, população e origens de animais traficados.
A pesquisa contou com a participação de cientistas da Trentham Monkey Forest e de Dr. Patrick Tkaczynski, da Liverpool John Moores University. Traçar raízes de Crinkle até populações selvagens próximas a Ifrane National Park e Khenifra National Park, no Marrocos, foi possível com a nova referência genética.
A equipe afirma que o conhecimento armazenado no genoma funciona como uma “chave mestra” para entender padrões de migração e traçar origens de animais traficados, fortalecendo ações contra crimes contra a vida selvagem. Crinkle representa uma espécie ameaçada em áreas naturais.
Crinkle está entre aproximadamente 140 macacos no Trentham Monkey Forest, que recebe apoio de pesquisadores para monitorar a espécie. A pesquisa ressalta que as Barbárias já ocuparam o Mediterrâneo, mas hoje estão confinadas a poucas áreas na África do Norte e na Península Ibérica.
Para Lovatt, diretor do parque, a descoberta coloca a Trentham Monkey Forest no centro de avanços científicos que podem proteger a espécie no habitat natural. A sequência genética pode facilitar o monitoramento de populações e a identificação de áreas de risco.
De acordo com os pesquisadores, o trabalho pode transformar a conservação de Barbáries ao fornecer dados críticos ainda inexistentes, ampliando a capacidade de agir contra o tráfico e promover a proteção de populações selvagens.
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