- Prefeitos alemães defendem proibição nacional do uso noturno de cortadores de grama robô para proteger lobradores, têmos hedgehogs e outros animais noturnos.
- Estudos indicam que lâminas de cortadores ameaçam fauna ativa ao anoitecer, e os our hedgehogs tendem a se enroscar, dificultando a detecção pelos sensores.
- Claudia Kalisch, vice-presidente da federação das cidades, afirma que as áreas urbanas viraram habitats para muitos mamíferos e que a medida é protetiva.
- O animal está na lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza desde 2024, com queda de pelo menos trinta por cento na última década.
- Colônia, Leipzig e Munique já proibem o uso noturno; na Baviera, tentativa de banimento estadual não foi aprovada.
Já há um movimento de cidades alemãs para restringir o uso noturno de roçadeiras robóticas, visando proteger our animais noturnos. Mantenedores de políticas públicas defendem a proibição para evitar mortes e ferimentos de ouriços durante a noite.
A proposta partiu de prefeitos, especialmente Claudia Kalisch, vice-presidente da federação de cidades. Ela atua como prefeita de Lüneburg, pelo partido verde, e afirmou que jardins urbanos são habitats cada vez mais usados pela fauna local diante da expansão imobiliária.
Segundo a dirigente, a proibição nacional seria uma medida de proteção natural, apoiada por petições que já reuniram dezenas de milhares de assinaturas. Manufacturing de equipamentos automáticos é chamado a buscar soluções que não ponham em risco pequenos animais.
Ela ressaltou ainda a responsabilidade das fabricantes em reduzir riscos, destacando a necessidade de soluções que evitem que animais sejam alvos ou feridos por roçadeiras robóticas. O objetivo é melhorar a biodiversidade urbana.
Aves, mamíferos e pequenos vertebrados, incluindo ouriços, são mais ativos entre o pôr do sol e o amanhecer. Pesquisas recentes destacam riscos dessas máquinas para a fauna, especialmente pelo modo como sensores detectam animais.
Além disso, o ouriço foi listado como próximo à ameaça de extinção pela IUCN desde 2024, com queda de pelo menos 30% na população ao longo da última década. Dados reforçam a urgência de medidas de proteção.
Outros equipamentos motorizados, como sopradores e aspiradores de folhas, também podem afetar ouriços hibernantes. Em parte, estudos indicam que até um terço são atropelados por veículos, contribuindo para a queda populacional.
Pesquisadores da Universidade de Oxford, em parceria com a Dinamarca, divulgaram recentemente que ouriços ouvem ultrassons de alta frequência. A ideia é usar dispositivos sonoros para afastá-los de vias perigosas.
Expedientes de campo combinam testes com representantes da indústria para avançar na certificação de modelos “amigos dos ouriços”. O intuito é permitir que consumidores escolham equipamentos otimizados para a proteção da fauna.
Em Bavaria, tentativas de banir o uso noturno de robôs em todo o estado não obtiveram sucesso, sinalizando o desafio político de avançar com regras mais amplas. Municípios já proibiram em grandes cidades como Colônia, Leipzig e Munique.
Com o debate em curso, autoridades locais seguem avaliando impactos práticos da medida, incluindo a viabilidade de um marco regulatório nacional que proteja ouriços e outras espécies sem prejudicar a conveniência do trabalho doméstico.
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