- O Brasil atualizou a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos, substituindo a versão de 2014 (revisada em 2022).
- As espécies são classificadas em três níveis de risco: Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo, com exceções que indicam recuperação.
- Espécies que melhoraram incluem peixes ornamentais da Amazônia, como acari-vampiro e cascudo-onça, que deixaram a lista; já entre as ameaçadas aparecem mero, budião-azul e corvina.
- No ambiente marinho, tubarões, raias e peixes-serra aparecem entre os mais vulneráveis; no interior de rios, há espécies de menor expressão, como o bagre-anão Microglanis maculatus.
- A partir da publicação, é proibida a captura, transporte, armazenamento e comercialização das espécies ameaçadas, com exceções para pesquisa científica e planos de recuperação; mudanças entram em até 180 dias para adaptação do setor.
O Governo federal atualizou a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos. O documento, publicado pelo MMA, substitui a versão de 2014 (revisada em 2022) e traz diagnóstico recente da fauna aquática brasileira.
A lista classifica as espécies em três níveis de risco: Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo. Entre 2022 e 2024, cerca de 100 espécies entraram e outras 100 saíram, com mudanças impulsionadas por novas evidências de população e habitat.
Na Amazônia, alguns exemplares deixaram a lista após sinais de recuperação populacional, como o acari-vampiro Leporacanthicus joseLimimai e o cascudo-onça Scobinancistrus aureatus. Já no Atlântico, espécies como mero, budião-azul e corvina aparecem em situação crítica.
Mudanças relevantes e impactos
Nos oceanos, tubarões e raias enfrentam risco alto, com o tubarão-seda e tubarões-martelo entre os críticos. Peixes-serra (gênero Pristis) permanecem entre os casos mais graves de declínio global. Nos rios, muitas espécies são pequenas e restritas, como o bagre-anão Microglanis maculatus do alto Tocantins.
A partir da atualização, fica proibida, em regra, a captura, transporte, armazenamento e comercialização das espécies ameaçadas. Há exceções para pesquisas e para planos de recuperação com uso controlado, com validade de até 180 dias para adaptação setorial.
Como é definida a lista
O critério segue normas da IUCN, que orientam entradas, saídas e categorias das espécies. Especialistas analisam velocidade de queda populacional, tamanho da população, área de ocorrência e fragmentação do habitat, entre outros fatores.
Dados usados vão de 2022 a 2024, com discussão ao longo de 2025. Participam pesquisadores, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. O consolidado fica a cargo do ICMBio e do MMA, sob supervisão técnica.
O ministro João Paulo Capobianco afirmou que a atualização resulta de análise técnica robusta. O objetivo é mobilizar ações para recuperação de espécies pressionadas, incluindo planos de ação nacionais para grupos específicos.
Ao todo, existem mais de 11 planos voltados a peixes, abrangendo proteção de áreas-chave, controle da pesca e restauração de habitats.
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