- Estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences avalia a combinação entre restauração de manguezais e diques para ampliar a proteção costeira.
- O modelo indica que, no cenário atual, essa combinação pode reduzir danos de inundações e tempestades em US$ 800 milhões por ano, beneficiando cerca de 140 mil pessoas a menos.
- Com mudanças climáticas e reduções moderadas de gases de efeito estufa, as perdas anuais poderiam cair em até US$ 25 bilhões, com aproximadamente 400 mil pessoas a menos atingidas.
- No pior cenário, sem redução de emissões, a proteção poderia evitar mais de US$ 65 bilhões em danos por ano, still com cerca de 400 mil pessoas a menos impactadas.
- Regiões com maior potencial são sul e sudeste da Ásia e África Ocidental; projetos de restauração nessas áreas custariam menos do que os danos que tempestades poderiam causar.
Mistérios da costa em estudo: uma equipe liderada por Timothy Tiggeloven, pesquisador da Vrije Universiteit Amsterdam, avaliou como a combinação de restauração de manguezais com diques pode ampliar a proteção costeira. O foco é enfrentar a subida do nível do mar e tempestades mais intensas.
O trabalho usa um modelo computacional que considera manguezais degradados capazes de recuperação, sempre com diques já existentes. A ideia é testar onde a união entre “verde” e “gray” faz a diferença, minimizando impactos de inundações.
Segundo os resultados, sob condições atuais a dupla proteção poderia reduzir danos de enchentes em cerca de US$ 800 milhões por ano e impedir impactos para 140 mil pessoas a mais.
Com cenários de mudança climática, os benefícios crescem. Em reduções moderadas de emissões, seriam US$ 25 bilhões a menos em danos anuais; no pior cenário, mais de US$ 65 bilhões, com quedas de cerca de 400 mil pessoas impactadas anualmente.
Regiões com maior potencial incluem Sul e Sudeste da Ásia, além de África Ocidental. O estudo aponta que financiar restaurações nesses locais custa menos que os danos de futuras tempestades, beneficiando sobretudo comunidades de baixa renda.
Embora o estudo não recomende aplicar a estratégia em todas as áreas, sugerem-se prioridade para locais com manguezais viáveis para restauração e redes de drenagem existentes, como exemplos em Guyana, Suriname e Guinea-Bissau.
A equipe planeja ampliar o modelo para avaliar outras combinações de defesa costeira, como duplas com zonas de marisma salina ou recifes de corais, ampliando a aplicação prática de planejamento urbano costeiro.
Entre na conversa da comunidade