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Proposta de rede de tubarões perto do Club Med na África do Sul gera debate

Proposta de rede de tubarões em Tinley Manor, KwaZulu-Natal, gera choque entre conservação de golfinhos-da-india Ocidental e segurança de banhistas no novo resort Club Med

Due to their nonselective nature, shark nets and drum lines frequently kill sharks that don’t pose a threat to humans. Image from “Monsters” courtesy of Skyler Thomas.
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  • Tinley Manor, perto de Richards Bay, na África do Sul, propõe instalar uma rede de tubarões e linhas com iscas próximo à nova área de Club Med, para proteger banhistas.
  • Cientistas da SouSA e grupos de conservação contestam a medida, dizendo que redes não são seletivas e afetam animais como o golfinho-pigmeu do Oceano Índico e outras espécies.
  • Atualmente há 14,8 km de redes e 177 linhas com iscas ao longo da costa de KwaZulu-Natal; a proposta prevê rede de 214 metros por 6 de profundidade, fixada por âncoras, e seis linhas com iscas.
  • O KZNSB afirma que as medidas reduzem ataques a banhistas; críticos apontam que existem alternativas não letais (spotters, drones, barreiras de exclusão) que não foram suficientemente testadas.
  • Questões legais e de participação pública cercam o processo; o Departamento de Florestas, Pesca e Meio Ambiente avalia se é necessária avaliação de impacto ambiental (EIA), que pode influenciar ou atrasar o projeto, cuja abertura está prevista para julho.

O debate sobre redes de tubarões na costa de KwaZulu-Natal ganhou destaque após o caso de 13 de fevereiro, quando um golfinho-pijama juvenil foi capturado e morto em uma rede próxima a Richards Bay. O incidente evidencia os riscos das redes para espécies não-alvo, como o golfinho da Índia Ocidental.

A proposta envolve instalar uma rede de proteção a praia de Tinley Manor, próxima ao novo resort Club Med. A iniciativa nasceu da prefeitura local em resposta ao aumento previsto de visitantes com a abertura do empreendimento. A KwaZulu-Natal Sharks Board (KZNSB) é a autoridade envolvida.

Club Med, com sede em Paris e controlado pela Fosun, atua no país por meio de um desenvolvedor local. A empresa participa do programa Green Globe e se compromete com a conservação da biodiversidade, segundo informações oficiais.

Entidades de conservação, como o SouSA Consortium, contestam a proposta. O grupo aponta que redes e drum lines não são seletivas e afetam baleias, golfinhos e espécies de tubarões não-alvo, aumentando a mortalidade na região.

O estudo da KZNSB mostra que, entre 2018 e 2022, a rede e os drum lines mataram em média 411 animais por ano, sendo 55 espécies-alvo e 356 não-alvo, incluindo animais ameaçados. A distância de Tinley Manor fica a cerca de 500 metros de uma Área Marinha Protegida.

O local proposto fica próximo de habitats de golfinhos da Angola e de espécies ameaçadas, além de áreas que abrigam tartarugas gigantes. Em reunião pública online de novembro de 2025, a KZNSB defendeu a necessidade das medidas para Tinley Manor, citando condições ambientais e de espécies específicas.

Diversas opções não letais são citadas como alternativas em outros países, como vigilância com observadores, drones e barreiras de exclusão. Em defesa, a KZNSB afirma que essas soluções dependem de visibilidade e não funcionam para tubarões como o Bull ou o tubarão tigre em todas as condições.

Conservacionistas contestam o argumento, sugerindo que a região poderia usar fechamentos temporários de praias ou avaliações mais aprofundadas de opções não letais antes de adotar redes letais. O grupo Shark Life ressalta a necessidade de testar alternativas.

A discussão envolve também o processo de participação pública. Advogada sul-africana comenta que o procedimento em Tinley Manor pode não cumprir requisitos de justiça processual e avaliação ambiental. O Departamento de Florestas e Pesca avalia a necessidade de uma EIA.

O DFFE informou que a instalação de equipamentos de proteção pode exigir autorização ambiental conforme a legislação vigente. A decisão sobre a obrigatoriedade da EIA pode impactar os planos do Club Med, que tem inauguração prevista para julho.

Até o fechamento desta edição, a KZNSB não confirmou comentários aos veículos de imprensa. O Club Med não respondeu até o momento.

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