- Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) divulgou que cubanos passaram a superar venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil, situação que se consolidou em 2025.
- No ano anterior, foram registrados no Brasil 75.599 pedidos de refúgio, dos quais 41.919 foram de cubanos, equivalendo a 55,4% do total.
- Houve aumento de 88,1% no número de cubanos solicitando refúgio em 2025 em relação a 2024.
- O contexto envolve o agravamento da crise econômica e social em Cuba, com escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além de altas dificuldades econômicas.
- Em maio, os Estados Unidos ampliaram sanções contra o regime cubano, incluindo o GAESA, grupo ligado ao controle de recursos da ilha.
O Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) divulgou um relatório nesta segunda-feira sobre pedidos de refúgio no Brasil. Em 2025, os cubanos passaram a registrar mais solicitações que os venezuelanos, em meio à crise energética que atinge a ilha.
Segundo os dados, foram registrados 75.599 pedidos de refúgio no Brasil no ano passado. Desse total, 41.919 são de cidadãos de Cuba, o que corresponde a 55,4% do total. O número de cubanos solicitando reconhecimento de refugiado em 2025 teve aumento de 88,1% em relação a 2024.
A pesquisa aponta que Cuba enfrenta agravamento de crises econômica e social, com escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além de aumento da violência e restrições às liberdades. Salários na ilha chegam a cerca de US$ 15, e uma cesta básica no mercado informal pode passar de US$ 200.
Contexto externo e medidas internacionais
Em maio, o governo dos Estados Unidos ampliou sanções contra o regime cubano, mirando estruturas financeiras ligadas aos militares, entre elas o GAESA, apontada como peça central do controle de recursos da ilha.
Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos EUA mencionou que a situação econômica de Cuba favorece a concentração de riqueza nas estruturas oficiais, sugerindo impactos severos para a população. As informações refletem o tema da relação entre sanções, economia cubana e fluxos migratórios.
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