- O papa Leão XIV pediu um exame de consciência à Europa sobre a imigração durante visita às Ilhas Canárias.
- Em Arguineguín, na Gran Canária, diante de cerca de 1.800 pessoas, incluindo migrantes, ele alertou que não se pode normalizar o drama no Mediterrâneo e no Atlântico, considerados “cemitérios sem lápides”.
- Disse que a dignidade humana não tem passaporte e não pode ser tratada como número ou processo ao cruzar fronteiras.
- O pontífice apontou caminhos: países de origem devem promover paz e desenvolvimento; países de trânsito devem proteger migrantes das redes criminosas; e a Europa precisa de vias legais de imigração e cooperação eficaz.
- A cerimônia enfatizou tratar cada migrante como pessoa, com direito a acolhimento e proteção, e destacou a necessidade de ações concretas da comunidade internacional; a visita envolve encontros com ONG e organizações que resgatam e acolhem migrantes.
O Papa Leão XIV pediu, nesta quinta-feira 11, um exame de consciência à Europa sobre a imigração. A declinação ocorreu durante visita às Ilhas Canárias, em especial no Porto de Arguineguín, na Gran Canária.
No discurso, o pontífice afirmou que a dignidade humana não tem fronteira e não pode ser moldada pela passagem de migrantes. Ele descreveu o Mediterrâneo e o Atlântico como cemitérios sem lápides para quem chega em busca de proteção.
O Papa falou diante de cerca de 1.800 pessoas, incluindo centenas de migrantes, no cais. O encontro ressaltou que as chegadas não devem ser tratadas como números, mas como pessoas com famílias, casas e sonhos.
Leão XIV indicou responsabilidades distintas: países de origem devem promover paz e desenvolvimento, países de trânsito precisam proteger os migrantes das redes criminosas, e a Europa não pode normalizar tragédias marítimas.
Ele defendeu vias legais e seguras de imigração, resgate, assistência e uma cooperação eficaz contra traficantes. A mensagem também enfatizou a proteção das vítimas e processos sérios de acolhimento.
O Papa pediu um compromisso da comunidade internacional, incluindo autoridades civis, parlamentos, governos e instituições, bem como da Igreja e de todas as pessoas de boa vontade. A ideia central é agir com foco humano e prático.
A visita às Canárias, de dois dias, tem como eixo a imigração e o fenômeno das pateras. Um dos momentos marcantes foi a passagem pelo Porto de Arguineguín, conhecido como cais da vergonha em 2020, marcado por grandes aglomerações de migrantes.
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