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Relatório da National Audit Office revela imóveis da família real

NAO revela que Charles paga aluguel de Beatrice e Eugenie, e que o duque e a duquesa de Edimburgo lucraram com subarrendamentos, destacando arranjos imobiliários da família real

A view of part of St James’s Palace, where one of Andrew Mountbatten-Windsor’s daughters lives in an apartment rent free, despite being a ‘non-working royal’. Photograph: Tartezy/Alamy
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  • O relatório da National Audit Office aponta que o rei Charles paga aluguel de Beatrice e Eugenie em palácios reais, mesmo elas não trabalhando como royals, com Beatrice em apartamento no St James’s Palace a 68% do valor de mercado e Eugenie em Ivy Cottage a 64%; os aluguéis são de responsabilidade do tesouro particular e revisados periodicamente.
  • Edward e Sophie, duque e duquesa de Edimburgo, pagam aluguel “peppercorn” após contrato de 150 anos assinado em 2007 para Bagshot Park; também recebem apartamento sem aluguel em St James’s Palace por cumprirem funções reais e podem sublocar parte das instalações.
  • Príncipe e princesa de Wales pagam 307.200 libras por ano pelo Forest Lodge, em Windsor, com contrato de 20 anos; a Crown Estate financiou reparos de quase 397 mil libras antes da mudança, e possuem aluguel sem custo para o Staff Lodge 1 e residência adicional em Kensington Palace, além de Anmer Hall.
  • Príncipe e princesa Michael de Kent moram em um apartamento de Kensington recebendo aluguel financiado pelo rei; histórico de tarifa simbólica de 69 libras por semana em 2002 gerou controvérsia, e o aluguel atual aumentou 34% entre 2020 e 2026, chegando a 63% da avaliação de mercado de 2026.
  • Princesa Alexandra e Marina Ogilvy: Alexandra paga aluguel de terreno de 1.500 libras por ano; Marina tem aluguel garantido de 17.436 libras anuais por residência no Castelo de Windsor.

A auditoria britânica NAO revelou detalhes sobre como membros da família real gerem imóveis e aluguéis, incluindo renda privada não divulgada associada ao Royal Lodge em Windsor. O relatório, divulgado em junho de 2026, analisa acordos de aluguel, sublocação e custos operacionais. A apuração também aponta benefícios a outras figuras da realeza.

O documento destaca que o monarca assuma custos de residência de Beatrice e Eugenie, que não atuam como royals, e que o duque e a duquesa de Edinburgh também teriam vantagem de sublocação em propriedades da Crown Estate. A administração dos imóveis é feita sob critérios de segurança e revisão periódica.

Beatrice e Eugenie

As filhas do príncipe Andrew vivem em imóveis reais com aluguel abaixo do mercado. O aluguel de Beatrice na St James’s Palace corresponde a 68% do valor de mercado, e o de Eugenie na Ivy Cottage, Kensington, a 64%. Charles III paga os aluguéis com renda própria do Duchy of Lancaster, mantendo acordo herdado da Rainha.

Os royals mantêm imóveis privados: Beatrice, uma casa convertida na Cotswolds, próxima a Blenheim; Eugenie, uma propriedade litorânea em Comporta, Portugal. Custos de manutenção dos palácios oficiais são custeados pelo Sovereign Grant, público, que também cobre funções oficiais da família. O aluguel cobrado pode cobrir despesas públicas, sem custo adicional ao soberano. Eugenie, segundo a NAO, fez reformas com recursos próprios.

Duque e Duquesa de Edinburgh

Edward e Sophie pagam aluguel mínimo após firmar, em 2007, um lease de 150 anos para Bagshot Park, com pagamento adiantado de £5 milhões. Antes, entre 1998 e 2007, houve um contrato com £1,38 milhão destinados a restauração. Também há apartamento sem aluguel em St James’s Palace, em troca de atividades reais.

O contrato com a Crown Estate permite sublocação no complexo de Bagshot Park, gerando renda privada até 2020, com investimentos para adaptar as estruturas para aluguel. Duas unidades adicionais no conjunto dos estábulos eram usadas por funcionários e armazenagem, com uso variations de acordo com a política de pessoal.

Príncipe e Princesa de Gales

William e Catherine pagam £307.200 anuais pelo Forest Lodge, propriedade da Crown Estate em Windsor, em um contrato de 20 anos assinado no ano anterior, sem depósito inicial e com custos de reforma interna. A Crown Estate financiou reparos no palácio, em três casas do complexo, no valor de quase £397 mil, antes da mudança.

Eles ainda possuem aluguel gratuito em um apartamento de Kensington Palace, gerido pela casa real, além de Anmer Hall, mansão particular na propriedade Sandringham, em Norfolk. Também há o Staff Lodge 1, com aluguel anual de £19.800, ocupado por um funcionário.

Príncipe e Princesa Michael de Kent

O casal, prima da rainha falecida, reside em Kensington Palace com aluguel pago pela coroa. Em 2002 houve pressão pública por pagar apenas £69 por semana, apesar de não exercer deveres reais. Na época, a Rainha ofereceu aluguel de mercado de £120 mil anuais, até que eles assumissem o pagamento. Hoje não se sabe o valor exato, mas houve aumento de 34% entre 2020 e 2026, contabilizando 63% do valor de mercado de 2026, segundo a NAO.

Princess Alexandra e Marina Ogilvy

A princesa Alexandra, 89, reside em Thatched House Lodge, em Richmond Park, sob aluguel anual de £1.500, com pagamento de uma premium de £670 mil em 1995. Marina Ogilvy, filha de Alexandra, tem contrato de locação em uma casa na Windsor estate, pagando £17.436 por ano.

O relatório da NAO enfatiza a necessidade de transparência e revisão contínua desses acordos, observando que os custos de manutenção de propriedades oficiais são financiados pelo dinheiro público, enquanto aluguéis podem reduzir ou ampliar esse repasse.

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