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Comissário discriminação racial acusa One Nation e Coalizão culpar imigrantes

Comissário de discriminação racial acusa One Nation e Coalizão de desumanizar imigrantes, alimentando racismo histórico, durante seminário em Brisbane

Australia’s federal race discrimination commissioner, Giridharan Sivaraman, says he expects an escalation in ‘the racism that accompanies’ blaming immigrants.
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  • O comissário federal de discriminação racial da Austrália, Giridharan Sivaraman, disse que a One Nation e a oposição federal estão “desumanizando” e culpando imigrantes, alimentando uma “veia profunda de racismo”.
  • Sivaraman fez as observações durante painel em seminário sobre direitos humanos em Bris–bane, ao discutir uma “linha de falha política muito pronunciada” no país.
  • Segundo o comissário, os dois lados incentivam a cobrança aos imigrantes para problemas como moradia, tráfego e custo de leite.
  • O líder da oposição, Angus Taylor, propôs reduzir o número de imigrantes e discriminar com base em valores, defendendo cortes e vetos a programas como o emprego, a pensão e o NDIS.
  • A resposta de Taylor pediu que os ataques fossem dirigidos à política de migração e aos indicadores de moradia, afirmando que a migração continua importante, mas com números controlados.

O comissário federal de discriminação racial da Austrália, Giridharan Sivaraman, afirmou em um seminário em Brisbane que One Nation e a oposição federal estão desumanizando e responsabilizando imigrantes, alimentando uma veia profunda de racismo no país. O comentário ocorreu durante um painel sobre direitos humanos na sexta-feira, organizado pela comissão de direitos humanos de Queensland.

Sivaraman indicou que o país enfrenta uma “linha de falha política muito pronunciada”, com dois lados discutindo políticas de imigração de forma que ele considera discriminatória. Ele disse que tais discursos sugerem que imigrantes são culpados por problemas como crise habitacional, trânsito e custo de vida.

O comissário citou sinais de racismo implícito, apontando que o critério de identificação de imigrantes costuma ser a cor da pele, o nome ou o sotaque. Segundo ele, essa prática remete a uma tradição discriminatória que acompanha o país desde o período de colonização.

No mês passado, o líder da oposição, Angus Taylor, apresentou uma política de imigração centrada em reduzir o saldo de estrangeiros, com propostas de limitação por meio de um teto baseado na construção de moradias e da exclusão de não cidadãos de programas como busca de emprego, pensão e NDIS. A fala gerou críticas sobre a retórica de discriminação por valores.

Sivaraman afirmou que nos próximos dois anos a discriminação tende a aumentar, o que representa um desafio significativo para o seu trabalho. Ele ressaltou a necessidade de construir solidariedade entre pessoas de diferentes etnias para enfrentar o racismo estrutural que afeta trabalhadores brancos, negros e morenos.

Em resposta, Taylor enfatizou que a falha é do governo e não das comunidades migrantes. Ele reforçou que a migração é importante para a Austrália, mas afirmou que os números atuais são excessivos e as metas de habitação não vêm sendo atingidas, com falhas na entrega de casas. O discurso do líder oposicionista também mencionou impactos na disponibilidade de moradia.

Um porta-voz de Pauline Hanson negou que o partido seja racista ou populista e afirmou que o grupo não tem problema com migrantes nem é anti-imigração. Segundo a defesa do partido, a posição seria pela redução da imigração para diminuir a pressão sobre a demanda por moradia.

A publicação destaca que o episódio ocorreu em meio a debates nacionais sobre políticas de imigração e direitos humanos, com reações divergentes entre autoridades, opositores e membros de partidos. A reportagem cita a cobertura do Guardian como referência de contexto.

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