- A OAB-RJ repudiou o que chamou de intolerância religiosa no desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo.
- A participação da escola na Marquês de Sapucaí incluiu uma ala intitulada “neoconservadores em conserva”, que retratava opositores de Lula.
- A fantasia mostrou uma lata de conserva defendendo a “família tradicional”, formada por um homem, uma mulher e os filhos.
- Parlamentares acionaram a Procuradoria-Geral da República para questionar a apresentação, afirmando ridicularização de grupo religioso em transmissão nacional e internacional, e citando possível crime.
- A OAB-RJ ressaltou que a liberdade religiosa é direito fundamental e que qualquer discriminação religiosa contraria a Constituição e instrumentos internacionais.
A OAB-RJ repudiou nesta terça-feira a suposta intolerância religiosa associada ao desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí. O evento ocorreu no último domingo e prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A instituição afirmou que a liberdade religiosa é um direito fundamental e base do Estado Democrático de Direito, protegido pela Constituição e por tratados internacionais. Qualquer ato de intolerância ou discriminação religiosa fere a ordem constitucional.
A escola de samba levou à avenida uma ala intitulada neoconservadores em conserva, apresentando um grupo que se opõe a Lula e suas pautas. A fantasia inclui uma lata de conserva e uma defesa da suposta família tradicional.
Repercussões e encaminhamentos
Parlamentares acionaram a PGR, alegando ridicularização pública de grupo religioso durante a transmissão nacional e internacional da apresentação. Segundo as autoridades, o episódio pode configurar crime. A defesa da escola sustenta tratar-se de expressão artística.
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