- A indústria da construção espera mais lançamentos no segundo trimestre, após represamento causado pela expectativa de mudanças no programa Minha Casa Minha Vida entre fim de março e início de abril.
- No primeiro trimestre, os lançamentos residenciais caíram 4,9% ante o mesmo período de 2024 e recuaram 32,1% frente ao último trimestre de 2025.
- As vendas de imóveis residenciais no primeiro trimestre caíram 2,6% ante o fim de 2025, mas cresceram 4,1% em relação aos três primeiros meses de 2025; o estoque caiu 3,5% trimestralmente, porém subiu 8,2% na comparação anual.
- Do total vendido no primeiro trimestre, 49% (54.510 unidades) foram do MCMV, ante 47% no mesmo período do ano anterior.
- O vice-presidente financeiro da Cbic destacou que, sem o MCMV, o setor provavelmente estaria em mercado de alto padrão devido à Selic; a redução da jornada de trabalho para 5×2 pode elevar custos do MCMV em cerca de 10%, exigindo produtividade para compensar o impacto.
A indústria da construção civil espera mais lançamentos no segundo trimestre, após um represamento causado pela expectativa de mudanças no programa Minha Casa Minha Vida entre março e abril. Representantes do setor anunciam a previsão nesta segunda-feira, com base em dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).
Segundo o economista Celso Petrucci, do Secovi-SP, a queda nos lançamentos do primeiro trimestre deve se reverter no período seguinte, aproveitando os novos tetos de financiamento. ACBIC aponta que o desempenho de curto prazo esteve pressionado pela sazonalidade.
Dados do 1º trimestre e impactos
No 1º trimestre, os lançamentos residenciais caíram 4,9% ante o mesmo período de 2025 e recuaram 32,1% frente aos três meses anteriores. As vendas caíram 2,6% na comparação trimestral, mas cresceram 4,1% em relação a 2024. O estoque recuou 3,5% no trimestre, porém subiu 8,2% na comparação anual.
Quase metade das vendas no 1º trimestre foram de imóveis do MCMV, 49% (54.510 unidades), frente a 47% no mesmo período de 2024. Petrucci afirma que as vendas resistem à Selic, enquanto Eduardo Aroeira, vice-presidente financeiro da Cbic, aponta o MCMV como fator-chave para o mercado.
Expectativa para o 2º trimestre
Aroeira, que assume a presidência da Cbic em 1º de julho, afirma que a redução da jornada de trabalho para 5×2 sem queda salarial elevou o custo do MCMV em cerca de 10%. Será necessário aumentar a produtividade para compensar esse custo. O setor estima necessidade de aproximadamente 288 mil trabalhadores adicionais.
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