- A idade média dos compradores de primeira casa está estimada em 40 anos, o que tende a fortalecer a demanda por imóveis nos próximos anos.
- Em cinco anos, cerca de 280 mil pessoas adicionais terão 40 anos, o que pode gerar alta de demanda equivalente a 14% se 140 mil casais comprarem.
- No ano passado foram erguidas pouco mais de 1 milhão de casas unifamiliares novas.
- A maior parte dos idosos permanece em moradias unifamiliares, com taxa de propriedade de 79% entre quem tem 65 anos ou mais.
- A redução no tamanho médio das famílias deve favorecer casas unifamiliares, sustentando o mercado e os preços, mesmo com crescimento populacional lento.
Um estudo do Census Bureau aponta que a próxima década pode trazer mais compradores de imóveis iniciantes nos EUA, mesmo com a população total crescendo pouco. A projeção indica que a faixa etária por volta dos 40 anos deve ganhar força no mercado de moradia, favorecendo novas construções.
Segundo a National Association of Realtors, a idade média de quem compra pela primeira vez ficou em 40 anos no ano passado. A estimativa é de que esse grupo aumente nos próximos anos, elevando a demanda por imóveis. O impacto esperado depende de cenários demográficos variados.
O gráfico de referência destaca a concentração de pessoas próximas aos 40 anos, com foco na faixa de 35 a 40 anos. A estimativa aponta que, em cinco anos, pessoas de 35 chegarão aos 40, superando o contingente atual em cerca de 280 mil indivíduos.
Em termos de volume, houve pouco mais de 1 milhão de casas unifamiliares novas no último ano. Caso as 280 mil pessoas adicionais de idade de compra formem 140 mil casais, a demanda por imóveis poderia subir cerca de 14%.
Esses cálculos são simplificações. A idade média de 40 anos foi um recorde recente e pode não se repetir. Caso a média fique um pouco menor, o aumento da demanda pode ocorrer mais cedo, entre dois e três anos.
A expectativas de vida também influenciam o cenário. Dados atuais indicam que 98,9% das pessoas que hoje têm 35 anos devem alcançar os 40 anos, conforme as tabelas de expectativa de vida mais recentes.
O efeito demográfico tende a ampliar a procura por imóveis novos, ainda que muitos compradores iniciantes adquiram casas usadas primeiro. A movimentação entre imóveis usados e novos tende a sustentar o mercado como um todo.
Esse impulso ocorre mesmo diante de projeções de crescimento populacional mais lento nos próximos anos. O Census Bureau estima ganho natural anual abaixo de 1 milhão de pessoas nos próximos cinco anos, levando em conta nascimentos e mortes.
A demanda por moradia depende do número de domicílios, não apenas da população. O tamanho das famílias vem diminuindo, o que amplia o parque de moradias por pessoa. Nos últimos anos, 10 milhões de moradores foram adicionados, enquanto 6 milhões de novos domicílios surgiram.
Parte dessa tendência envolve a população idosa, que permanece com alta taxa de propriedade. Cerca de 79% dos maiores de 65 anos são proprietários. Ainda assim, o contingente de pessoas entre 55 e 64 anos está em ascensão, mantendo o grupo envelhecido ativo no mercado.
O perfil etário e a redução do tamanho das famílias indicam maior demanda por casas unifamiliares, com menor espaço para locação de apartamentos. Não deve haver um boom imobiliário extremo, pois isso exigiria juros bem mais baixos. Ainda assim, a demanda contínua pode sustentar construtoras e manter os preços estáveis.
Fonte: reportagem publicada originalmente na Forbes, com base em análise do mercado de habitação por demografia e construção. Dados usados ajudam a contextualizar o papel de compradores iniciantes no futuro próximo.
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