- Norlan Pagal dedicou mais de uma década à proteção das águas do estreito de Tañon, em Baranggay Anapog, norte de Cebu, desde 2002.
- Ameaçado, ele enfrentou dinamite jogada contra a embarcação de patrulha em 2010 e, em 2013, levou 14 pontos na cabeça após ser atingido por um espeto durante abordagem a pescadores ilegais.
- Em 2015, após falar sobre a proteção aquífera em uma celebração local, foi alvo de uma emboscada que o deixou paralisado da cintura para baixo.
- Mesmo na cadeira de rodas, ele continuou a vigiar o mar, usando binóculos e chamando a fiscalização sempre que via violação.
- Recebeu reconhecimento internacional e local como Ocean Hero da Oceana em 2016 e Herói Local em 2018, com repasse de recursos para fortalecer a associação de pescadores e projetos de proteção marinha.
Norlan Pagal dedicou mais de uma década à defesa das águas do Estreito de Tañon, em Cebu, Filipinas, tentando frear a pesca ilegal. Do convés de sua comunidade, ele observava o mar com binóculos e reportava irregularidades às patrulhas. Sua luta ganhou escala quando passou a atuar a partir da beira da praia, após sofrer violência e ficar paralisado.
Entrando para a bantay dagat em 2002, Pagal liderou a Associação de Pescadores de Anapog e participou ativamente da Área Marinha Protegida de Anapog e da visada maior do Tañon Strait Protected Seascape. O trabalho era arriscado: confrontar barcos ilegais, registrar violações e promover limpezas e reflorestamento de manguezais.
Em 2010, dinamitarem a sua embarcação de patrulha não o afastou da missão. Em 2013, dias após o Typhoon Haiyan, capturou pescadores ilegais próximos a um santuário marinho e, ao ser agredido, levou 14 pontos na cabeça. O episódio quase pôs fim à sua atuação pública, mas não à sua determinação.
No dia 24 de outubro de 2015, após proferir palestra sobre proteção aos recursos pesqueiros, ele foi alvo de uma emboscada enquanto voltava para casa. Um tiro atingiu a coluna, deixando-o paralisado da cintura para baixo. Ainda assim, permaneceu vigilante, movendo-se de cadeira de rodas com ajuda de familiares para monitorar o mar.
A partir de então, Pagal passou a vigiar a costa de uma posição fixa, pedindo apoio aos guardas municipais quando via qualquer irregularidade. Sua atuação de campo deu lugar a uma liderança mantida de terra, sem abrir mão da missão de preservar Tañon Strait para as gerações futuras.
A defesa da área rendeu reconhecimento internacional. Em 2016, a Oceana reconheceu Pagal como um de seus Ocean Heroes, entre os primeiros agraciados. Em 2018, recebeu o título de Local Hero, o único filipino entre os homenageados, com recursos para sustentar projetos da associação local.
Caso familiar, a esposa Elma acompanhou o medo e a coragem da família. Pela força de Pagal, os pescadores locais passaram a ver resultados: menos pesca ilegal, barcos mais cheios e participação de voluntários. O objetivo permanece o mesmo: garantir que filhos estudem, casem-se e sejam livres das dificuldades vividas pelo participante da história.
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