- A guerra no Irã atrasa esforços de conservação do guepardo asiático, a subespécie mais rara do mundo.
- No Irã, estima-se que haja menos de 30 guepardos em estado selvagem, em apenas 16% de seu antigo território.
- Antes do conflito, houve sinal de esperança: uma fêmea chamada Helia foi flagrada com cinco filhotes, maior ninhada já registrada para a subespécie.
- O acesso a áreas protegidas por ONGs diminuiu bastante, dificultando monitoramento e o uso de armadilhas fotográficas; veículos de conservação podem ser confundidos com alvos militares.
- Sanções ocidentais reduziram atividades-chave, como monitoramento, fiscalização e infraestrutura favorável à vida selvagem, elevando riscos de mortalidade por atropelamento e dificultando a recuperação da espécie.
O conflito em curso na região iraniana ameaça a conservação do guepardo asiático, a espécie de felino mais ameaçada do mundo. As atividades de monitoramento e proteção passaram a enfrentar dificuldades, com áreas protegidas menos acessíveis a grupos não governamentais. O risco de interrupção amplia o perigo para os poucos indivíduos remanescentes.
Antes da escalada do conflito, houve uma sinalização de esperança: uma fêmea chamada Helia foi flagrada em North Khorasan com cinco filhotes, o maior parto já observado para a subespécie. Pesquisadores observavam esses animais com identificação para estudo. Agora, o acesso às áreas protegidas caiu significativamente.
Impacto direto do conflito
Conservacionistas relatam que o controle de áreas, monitoramento e armadilhas fotográficas avançadas estão sendo fortemente dificultados pela insegurança e pela presença militar. Há temores de que veículos de conservação sejam confundidos com alvos militares em ambientes desérticos.
Além disso, sanções ocidentais sobre o Irã reduziram recursos para atividades como monitoramento, aplicação da lei e infraestrutura favorável à vida selvagem, conforme estudo de 2025. A diminuição de presas disponíveis e o aumento da mortalidade incidental em estradas são citados entre as consequências.
Desafios adicionais e perspectivas
As mortes por atropelamento representam mais da metade dos registros de guepardos no país. A guerra também pode reduzir patrulhamento, elevando riscos de caça furtiva e distúrbios de habitat. Restrições a importação de tecnologia e dispositivos de rastreamento limitam a identificação de indivíduos.
Especialistas destacam a importância da proteção a cientistas de campo, guardas de parques e povos indígenas durante conflitos armados. Autoridades e organizações internacionais ressaltam que a reconstrução pós-guerra deverá considerar a continuidade de esforços de conservação para a espécie.
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