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Conflito com o Irã pode ameaçar a conservação do felino mais raro

A guerra no Irã dificulta a conservação do guepardo asiático, com acesso a áreas protegidas restrito e risco maior de mortalidade na natureza

The Asiatic cheetah is the world’s most endangered big cat, with about 27 remaining in the wild in Iran. Image by Ehsan Kamali / Tasnim News Agency via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).
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  • A guerra no Irã atrasa esforços de conservação do guepardo asiático, a subespécie mais rara do mundo.
  • No Irã, estima-se que haja menos de 30 guepardos em estado selvagem, em apenas 16% de seu antigo território.
  • Antes do conflito, houve sinal de esperança: uma fêmea chamada Helia foi flagrada com cinco filhotes, maior ninhada já registrada para a subespécie.
  • O acesso a áreas protegidas por ONGs diminuiu bastante, dificultando monitoramento e o uso de armadilhas fotográficas; veículos de conservação podem ser confundidos com alvos militares.
  • Sanções ocidentais reduziram atividades-chave, como monitoramento, fiscalização e infraestrutura favorável à vida selvagem, elevando riscos de mortalidade por atropelamento e dificultando a recuperação da espécie.

O conflito em curso na região iraniana ameaça a conservação do guepardo asiático, a espécie de felino mais ameaçada do mundo. As atividades de monitoramento e proteção passaram a enfrentar dificuldades, com áreas protegidas menos acessíveis a grupos não governamentais. O risco de interrupção amplia o perigo para os poucos indivíduos remanescentes.

Antes da escalada do conflito, houve uma sinalização de esperança: uma fêmea chamada Helia foi flagrada em North Khorasan com cinco filhotes, o maior parto já observado para a subespécie. Pesquisadores observavam esses animais com identificação para estudo. Agora, o acesso às áreas protegidas caiu significativamente.

Impacto direto do conflito

Conservacionistas relatam que o controle de áreas, monitoramento e armadilhas fotográficas avançadas estão sendo fortemente dificultados pela insegurança e pela presença militar. Há temores de que veículos de conservação sejam confundidos com alvos militares em ambientes desérticos.

Além disso, sanções ocidentais sobre o Irã reduziram recursos para atividades como monitoramento, aplicação da lei e infraestrutura favorável à vida selvagem, conforme estudo de 2025. A diminuição de presas disponíveis e o aumento da mortalidade incidental em estradas são citados entre as consequências.

Desafios adicionais e perspectivas

As mortes por atropelamento representam mais da metade dos registros de guepardos no país. A guerra também pode reduzir patrulhamento, elevando riscos de caça furtiva e distúrbios de habitat. Restrições a importação de tecnologia e dispositivos de rastreamento limitam a identificação de indivíduos.

Especialistas destacam a importância da proteção a cientistas de campo, guardas de parques e povos indígenas durante conflitos armados. Autoridades e organizações internacionais ressaltam que a reconstrução pós-guerra deverá considerar a continuidade de esforços de conservação para a espécie.

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