- 23 filhotes nasceram nesta temporada, o maior número desde 2009.
- 18 das mães deram à luz nos últimos seis anos, encurtando o intervalo entre partos.
- Pesquisadores associam o atraso aos efeitos da mudança climática, que desloca a alimentação das baleias e as faz viajar mais para encontrar sustento.
- A população é estimada em 384 baleias-do-leste; avistamentos no Golfo de Saint Lawrence e próximo à Irlanda indicam migração mais longa, de cerca de mil e seiscentos quilômetros entre Florida e New England.
- Para reverter a tendência, seriam necessários cerca de cinquenta partos por ano; há 70 fêmeas reprodutivamente ativas; este ano, dezoito dos 23 filhotes migraram para as áreas de alimentação em Massachusetts, contrastando com cinco mortes entre vinte filhotes conhecidos em 2024.
O nascimento de 23 novas baleias-da-Atlântico Norte encerrou a temporada de desmame, o que representa o maior número de crias em um único ano desde 2009. A elevação está associada ao intervalo de parto mais curto entre as fêmeas nos últimos anos.
Entre as mães, 18 deram à luz nos últimos seis anos, indicando melhor condição física. Pesquisadores apontam que o estresse causado pela mudança climática pode ter atrasado partos em períodos anteriores.
A espécie é criticamente ameaçada, com estimativas recentes apontando cerca de 384 indivíduos na costa leste da América do Norte. Observações recentes mostraram baleias chegando às costas do Canadá e até perto da Irlanda, ampliando rotas de migração.
Contexto da espécie
O aumento de filhos vivos é visto como sinal positivo para a recuperação, porém a população requer média de 50 nascimentos anuais para estabilizar. O contraste com anos anteriores evidencia déficits significativos.
Estudos indicam que deslocamentos de alimento, devido à mudança de localização de crustáceos chamados copepodáceas, obrigam várias baleias a percorrer distâncias maiores para se alimentar, elevando gasto energético.
Cerca de 85% das baleias já foram labradas com redes de pesca ao menos uma vez na vida, ressaltando o risco contínuo de encalhes e enredamentos. O recorte de energia causado pela migração pode comprometer a criação de crias.
Desafios e perspectivas
Até o momento, parte dos filhotes já migrou para áreas de alimentação próximas a Massachusetts, sinalizando adaptação inicial. Em 2024, o mesmo período registrou mortalidade de alguns filhotes, destacando a fragilidade da população.
Especialistas destacam que, apesar do ganho recente, a recuperação plena depende de condições estáveis de alimento e de reduções de riscos de captura acidental. A pesquisa continua para monitorar novas crias e padrões de migração.
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