- Em 14 de outubro, o Hamas entregou quatro corpos a Israel, numa troca ligada ao cessar-fogo em Gaza.
- Forenses israelenses identificaram três dos corpos; o quarto não pertencia a eles, e o Hamas afirmou que o item seria de um soldado israelense.
- Khalil Dawas, palestino de Jericó (Aqabat Jabr), teria sido recrutado pela Inteligência israelense, passando cerca de seis anos na prisão em prisões israelenses por suspeita de cooperação.
- A comunidade afirma que Dawas, após a libertação, apresentou comportamento suspeito; há relatos de coerção e pressão para colaborar, incluindo sobre passaportes e trabalho.
- O destino final dos restos continua incerto, com a família rejeitando o enterro para evitar represálias e o desgaste social que envolve casos de alegada colaboração.
O Hamas entregou quatro corpos a Israel em 14 de outubro, como parte de uma troca de corpos mediada pelos EUA no cessar-fogo em Gaza. Três foram identificados pela perícia, enquanto o quarto permaneceu controverso. Um dos corpos é o de Khalil Dawas, palestiniano de Jericho, ligado a suspeitas de cooperação com Israel.
Dawas é figura envolta em mistério dentro do conflito. Palestiniano de Aqabat Jabr, ele já havia sido preso várias vezes e passou cerca de seis anos na prisão. Segundo moradores, sua possível cooptação ocorreu sob pressão, com uso de passaportes e oportunidades de trabalho como alavanca.
Os relatos locais indicam que Dawas teria integrado a uma das facções palestinas antes de ser detido. Familiares afirmam que ele deixou a cidade natal após a liberação, sob circunstâncias contestadas e com desconfiança generalizada no acampamento.
Com a revelação do envolvimento dele, a comunidade de Aqabat Jabr enfrenta repercussões severas. A família de Dawas rejeitou a ideia de enterrar o corpo para evitar represálias, mantendo o destino final incerto.
A identidade dos outros três corpos já foi confirmada pela perícia israelense. O quarto, apontado pela Hamas como soldado israelense, gerou dúvidas sobre a veracidade dos dados. A situação permanece sem resolução definitiva.
Em Jericho e na região, o debate sobre colaboradores persiste. A narrativa oficial costuma manter sigilo, e comunidades locais vivem sob estigma e temor de represálias, independentemente da confirmação ou não das acusações.
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