- Donald Trump afirmou, em entrevista gravada, que os Estados Unidos destruíram “uma grande planta” de produção de drogas na Venezuela, alegando que dela saem barcos, e mencionou que isso ocorreu na véspera de Natal.
- Se confirmado, seria o primeiro ataque terrestre dos EUA contra a Venezuela, após meses de ameaças de escalada contra o governo de Nicolás Maduro.
- Autoridades americanas não forneceram detalhes sobre a operação, nem a localização exata da planta ou como ocorreu o ataque.
- Fontes do The New York Times disseram que a planta atacada era uma instalação de narcotráfico, mas nem a CIA nem a Casa Branca comentaram oficialmente.
- O episódio ocorre no contexto de uma série de ações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, associadas à Operação Lanza del Sur, que também envolveu interceptação de petroleiros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter destruído uma instalação de produção de drogas na Venezuela. A declaração, feita em entrevista gravada na sexta-feira, somente ganhou repercussão nas redes no domingo, após divulgação de áudio com o comentário.
Trump comentou durante conversa com o empresário John Catsimatidis, dono da rádio WABC, em Nova York. Segundo o áudio, ele disse que “removeram” uma grande planta no país caribenho há duas noites. A fala sugeriria, se confirmada, o primeiro ataque terrestre contra a Venezuela.
Não foi apresentado local específico nem detalhes operacionais. Autoridades americanas e venezuelanas não forneceram informações adicionais sobre o suposto alvo, a maneira como a ação ocorreu ou o papel da planta no narcotráfico venezuelano.
Contexto da operação
Diversos oficiais dos EUA já sinalizaram a possibilidade de ações terrestres como parte da ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro. A operação, associada à chamada Campanha de pressão no Caribe, envolve ataques a embarcações ligadas ao tráfico de drogas e, posteriormente, a interceptações de navios petropurificados.
A Casa Branca e a CIA não comentaram o episódio. O Pentágono confirmou apoio logístico às ações no Mar do Caribe, sem detalhar objetivos específicos. Caracas não confirmou nem negou o ataque nem informou sobre danos ou resposta.
Situação atual
Especialistas apontam que as informações disponíveis indicam um objetivo de pressão política sobre Maduro. Em dezembro, Washington já havia interceptado um carregamento de petróleo sancionado, próximo de 1,9 milhão de barris, em ação relacionada aos esforços de obtenção de recursos.
Ainda não há confirmação independente sobre a localização da instalação ou se houve vítimas. O governo venezuelano não divulgou comunicados oficiais até o momento, e não houve confirmação de representantes de alto escalão de Caracas.
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