- Em algumas áreas de conflito, cerimônias de votação começaram, mas grandes regiões ficam de fora por estarem sob controle de grupos anti-oligarquia ou devido aos combates.
- O partido mais popular é proibido de disputar, a ex-líder Aung San Suu Kyi está detida e a campanha está contida.
- A eleição foi condenada pela ONU e por governos ocidentais, mas recebe apoio de China; observadores de vários países são enviados.
- O regime afirma que a votação ocorre com apoio popular, houve levantamento do toque de recolha em Yangon e ataques continuam em localidades que vão votar.
- O levantamento humanitário estima mais de dezesseis milhões de pessoas que precisam de ajuda em 2026; organizações de direitos pedem rejeição internacional à eleição.
Myanmar realiza eleições sob controle militar, em meio a críticas internacionais.
As votação começaram em áreas do país onde há conflito entre as forças opositoras e o regime, com grande parte do território excluída do pleito por estar sob controle de grupos anti-junta ou por intensa violência. A eleição é amplamente contestada por observadores e pela comunidade internacional.
O partido mais popular, que disputaria as urnas, está proibido de concorrer. Além disso, uma parcela significativa do território fica fora do alcance do pleito devido à violência e ao confronto entre facções armadas e o Exército birmanês.
Os preparativos para a votação foram marcados por campanhas mais discretas, sem as grandes carreatas e comícios vistos em eleições anteriores. As bandeiras associadas a Aung San Suu Kyi e ao seu Partido Liga Nacional para a Democracia não foram exibidas nas ruas, e a ex-líder permanece detida desde o golpe de 2021.
A comunidade internacional condena o processo, enquanto aliados do regime ganham visibilidade. Observadores de países como China, Rússia, Índia e Vietnã foram anunciados pela mídia vinculada ao exército. Organizações internacionais pedem transparência e respeito aos direitos humanos.
Autoridades militares afirmam que a eleição ocorre com apoio popular e que é para o povo de Myanmar, não para a comunidade internacional. Em Yangon, a maior cidade, o regime informou que o toque de recolher foi suspenso, citando melhoria na estabilidade.
No front de violência, há registro de ataques próximos a urnas em várias regiões, incluindo explosões próximas a locais de votação. Em áreas de fronteira e cidades do interior, ataques a instalações associadas ao governo foram relatados por veículos de imprensa locais.
Diversas organizações lembram que o país enfrenta violências contínuas desde o golpe de 2021. O UND e grupos de direitos humanos destacam padrões de ataques contra civis, prisões arbitrárias e bloqueios a assistência humanitária. A taxa de deslocamentos permanece elevada.
Dados humanitários indicam que milhões de pessoas precisam de ajuda essencial em 2026. A situação econômica do país segue instável, com impacto direto sobre a população que vive em áreas de conflito e sob controle militar.
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