- Um ataque com drones de Marrocos, realizado no domingo, deixou morto Lahbib M. Abdelaziz, com 37 anos, comandante da brigada de reserva do Frente Polisario, perto dos campos de refugiados de Tinduf.
- Além dele, dois combatentes saharauis também morreram na operação, conforme comunicado do Polisario.
- O ataque aconteceu durante a visita do enviado da Organização das Nações Unidas para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, aos acampamentos de refugiados.
- Marrocos não confirmou a operação; Abdelaziz era visto como potencial herdeiro do legado de seu pai, Mohamed Abdelaziz, e possuía cargos-chave na organização.
- A República Árabe Saharaui Democrática decretou três dias de luto nacional em meio às tentativas de reativar negociações entre Marrocos e o Polisario.
Un ataque com drones, atribuído ao Marrocos, deixou Lahbib M. Abdelaziz morto no Saara. O dirigente do Frente Polisario tinha 37 anos e era filho do ex-líder saharaui Mohamed Abdelaziz. Dois combatentes saharauis também morreram.
O incidente ocorreu neste domingo, durante a visita do enviado da ONU para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, aos acampamentos de refugiados de Tinduf, no sudoeste da Argélia, próximo à fronteira com o Saara. A operação foi divulgada pelo Polisário.
Segundo o comunicado, o ataque foi executado com veículos aéreos não tripulados. Abdelaziz comandava a brigada de reserva e integrava o secretariado nacional do movimento, além de ter ocupado cargos de formação e desenvolvimento dentro da organização.
Contexto internacional
De Mistura busca reativar negociações entre Marrocos e o Polisário, iniciativas apoiadas pelos EUA desde fevereiro. As conversas ficaram estagnadas após a retaliação de maio contra uma base militar marroquina em Esmara.
O Ministério de Defesa de Marrocos não confirmou a operação. O Polisário já havia aumentado ataques contra alvos marroquinos, em meio à crise política que envolve o enclave disputado.
Liderança e desdobramentos
Brahim Gali, líder do Polisário, nomeou Abdelaziz para a Comissão de Defesa. Em 2024, o comandante foi indicado para a brigada de reserva, sinalizando peso político e estratégico dentro do movimento.
Além da morte de Abdelaziz, o Polisário decretou luto nacional de três dias durante a visita de De Mistura. O conflito no Saara Ocidental permanece marcado por episódios de violência e tentativas diplomáticas.
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