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Grupo hacker afirma ter roubado dados sobre medicamentos da dona do Ozempic

FulcrumSec afirma ter roubado 1,3 TB de dados da Novo Nordisk, incluindo 11.500 pacientes e milhares de funcionários, após dois meses de infiltração; grupo considera vender parte

Ozempic: caneta emagrecedora usada no tratamento contra diabetes e obesidade — Foto: Divulgação
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  • O grupo de hackers FulcrumSec afirma ter obtido 1,3 terabyte de dados da Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Wegovy, após ataque em março.
  • Segundo os invasores, houve acesso a dados de 11.500 pacientes de testes clínicos, além de milhares de funcionários e informações sobre instalações e modelos de inteligência artificial usados pela empresa.
  • Os hackers teriam permanecido infiltrados nas redes por dois meses, chegando a uma lista com mais de 700 mil arquivos.
  • A claimed data inclui código-fonte da Novo Nordisk, dados sobre medicamentos lançados e não lançados, e documentos de ensaios clínicos.
  • A Novo Nordisk afirmou estar ciente das alegações, mantém as principais plataformas em funcionamento e está em contato com as autoridades competentes.

O grupo FulcrumSec afirmou ter roubado 1,3 terabyte de dados da Novo Nordisk, farmacêutica dinamarquesa conhecida por Ozempic e Wegovy. O anúncio ocorreu nesta terça-feira, 16, e aponta acesso a dados de milhares de pacientes e funcionários. A empresa confirmou o incidente e informou que está em contato com autoridades.

Segundo o FulcrumSec, a invasão ocorreu em março e os invasores permaneceram nas redes da Novo Nordisk por dois meses até obterem uma lista com mais de 700 mil arquivos. O grupo diz ter obtido dados de 11.500 pacientes de testes clínicos e informações sobre muitos funcionários.

A organização criminosa afirmou ainda ter acessado código-fonte, dados sobre medicamentos lançados e não lançados, além de documentos de ensaios clínicos. O grupo informou que não pretende divulgar dados de funcionários nem de pacientes nem revelar o funcionamento dos sistemas.

Resposta da Novo Nordisk

A Novo Nordisk disse à Reuters estar ciente das alegações de cópia de dados sem autorização. A empresa afirmou que mantém a operação contínua de suas plataformas principais e está em contato com as autoridades competentes, sem detalhar medidas adicionais.

De acordo com a empresa, o ataque envolveu acesso não autorizado a parte dos sistemas internos e a dados pessoais de alguns pacientes de testes clínicos. A Novo Nordisk não confirmou o tamanho total do material supostamente copiado.

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