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Polícia de SC indicia familiares de adolescentes pela morte do cão Orelha

Polícia Civil indiciou familiares de adolescentes suspeitos de coação no caso do cão Orelha; investigações apontam pressão a testemunhas e recolha de provas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis. Créditos: Reprodução/Redes sociais
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  • A Polícia Civil indiciou os familiares de adolescentes suspeitos de agredir o cão Orelha; três adultos foram interrogados por coação no curso do processo.
  • O inquérito foi concluído no dia 26 pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e houve cumprimento de mandados de busca e apreensão; celulares e dispositivos passaram por perícia.
  • Um auto de apuração de ato infracional foi instaurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE) e os jovens ainda serão ouvidos.
  • Mais de vinte pessoas foram ouvidas e foram analisadas cerca de setenta e duas horas de imagens de quatorze câmeras para reconstruir a dinâmica do crime; há apuração sobre possível vínculo com maus-tratos a outro cachorro chamado Caramelo.
  • Dois dos adolescentes investigados estão em viagem de formatura aos Estados Unidos; será montada operação de segurança no aeroporto para o retorno de cento e quinze jovens ao Brasil.

A Polícia Civil indiciou os familiares de adolescentes suspeitos de agredirem o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito, concluído na segunda-feira 26, foi dirigido pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).

Os responsáveis legais pelos jovens — entre eles um advogado e dois empresários — foram interrogados e indiciados por coação no curso do processo. Testemunhas que teriam provas das agressões teriam sido pressionadas, segundo a investigação.

O desfecho do caso envolve ainda o desaparecimento do animal, encontrado agonizando no dia 16 de janeiro. Devido aos ferimentos, a eutanásia foi necessária, segundo avaliação veterinária.

Avanços da investigação

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos adolescentes, com apreensão de celulares e dispositivos para perícia técnica. Paralelamente, tramita auto de apuração de ato infracional pela DEACLE, para esclarecer a participação dos jovens.

Mais de 20 pessoas foram ouvidas e cerca de 72 horas de imagens de 14 câmeras foram analisadas para reconstruir a dinâmica do crime. Investigações também apuram possível relação com maus-tratos a outro cão, Caramelo, que foi arremessado ao mar, mas escapou.

O caso pode levar a medidas socioeducativas, caso a responsabilidade dos adolescentes seja comprovada pelo Judiciário. Dois dos jovens investigados estão em viagem de formatura aos Estados Unidos, conforme informado pela Polícia.

Para garantir a segurança, será montada operação no aeroporto, em parceria com a Polícia Militar, para recepção do grupo de 115 adolescentes ao retorno ao Brasil na próxima semana.

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