- Áudios divulgados pela CNN Brasil mostram que o porteiro do prédio informou que o grupo de adolescentes suspeitos teria agredido o cão Orelha e mexido na barraca da comunidade.
- A defesa dos adolescentes nega envolvimento direto e afirma que não há vídeo que comprove o crime; as mensagens atribuídas ao porteiro teriam gerado a suposição de participação.
- Três familiares foram indiciados por coação de testemunha no inquérito, ligado à morte do cão; buscas de 26 de janeiro não localizaram arma de fogo.
- A polícia investiga ainda suspeita de tentativa de afogamento de um segundo cão, chamado Caramelo, que escapou; também há apuração de depredação de patrimônio e crimes contra a honra praticados contra profissionais da região.
- O relatório foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei; mais de vinte pessoas já foram ouvidas e celulares foram apreendidos para análise.
O cão Orelha, animal comunitário de Florianópolis, morreu no início de janeiro após maus-tratos, segundo apuração da imprensa. Áudios obtidos pela CNN Brasil revelam uma linha adicional na investigação sobre a possível participação de adolescentes na agressão ao animal. Um porteiro do prédio afirmou, nas gravações, que o grupo teria agredido o cão naquela noite.
Segundo a defesa dos adolescentes, as mensagens do porteiro em grupos de vigilantes teriam alimentado a suspeita de envolvimento dos jovens. Ainda conforme os advogados, não foi divulgado nenhum vídeo que comprove o crime atribuído ao grupo, e as famílias pedem cautela na divulgação de imagens.
Investigações e desdobramentos
A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três familiares por coação de testemunha, no inquérito que apura a morte de Orelha. A testemunha seria o porteiro do prédio, conforme apuração da CNN Brasil. Em 26 de janeiro, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências, sem localizar uma arma de fogo disputada como possível instrumento de coação.
A defesa sustenta que não houve coação, e que o áudio do porteiro foi divulgado em 13 de janeiro, após desavenças entre o grupo de adolescentes e funcionários do prédio. Eles afirmam que, naquela data, ainda não havia repercussão pública sobre a morte do cão.
Além do caso do animal, a investigação aponta possível violação de outros delitos, como depredação de patrimônio e crimes contra a honra contra profissionais da região da Praia Brava. O material coletado já inclui celulares e dispositivos apreendidos para perícia.
Mais de 20 pessoas já prestaram depoimento durante as oitivas. As informações são de apuração da CNN Brasil, com encaminhamento do relatório à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, devido à idade dos envolvidos.
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