- Dados do Royal Kennel Club indicam queda na popularidade de cães braquicefálicos no Reino Unido: foram 1.400 cadastros de buldogue francês nos primeiros três meses de 2026, queda de 37% em relação ao mesmo período de 2025.
- Cadastros de bulldog caíram 34% e de pug 43%, com apenas 126 pugs cadastrados nesse período.
- A tendência já vinha sendo observada: pug caiu de 10.408 cadastros em 2016 para 834 em 2025; buldogue francês de 21.470 em 2016 para 7.750 em 2025, com pico de 54.074 em 2021.
- Especialistas apontam que a queda pode refletir maior consciência sobre problemas de saúde dessas raças e migração do interesse para cães designer de cruzamento com poodle.
- A Associação Veterinária Britânica vê nesses números um sinal positivo de impacto de campanhas de bem‑estar e reforça a importância da saúde na hora de escolher um filhote.
O Royal Kennel Club (RKC) informa queda nas cadastros de cães de focinho curto no Reino Unido, destacando declines em bulldogs franceses, bulldogs comuns e pugs. Os números destacam uma mudança substancial na procura por raças braquicefálicas, citada como sinal de maior preocupação com saúde.
Entre janeiro e março de 2026, foram registradas 1.400 French bulldogs, queda de 37% em relação ao mesmo período de 2025. Os bulldogs registraram redução de 34% e os pugs, 43%, com apenas 126 cadastros de pugs no primeiro trimestre de 2026.
A tendência parece fazer parte de um movimento mais amplo. Os cadastros de pugs caíram de 10.408 em 2016 para 834 em 2025. French bulldogs passaram de 21.470 em 2016 para 7.750 em 2025, atingindo pico de 54.074 em 2021.
Especialistas destacam preocupação com a saúde dessas raças, associada ao formato do corpo. Organizações veterinárias têm promovido campanhas para alertar sobre problemas como dificuldades respiratórias, complicações no parto e outras doenças.
O professor Dan O’Neill, da Royal Veterinary College, disse que a queda de cadastros pode indicar fim da demanda por cães de focinho achatado. Ele aponta mudança para cães de raça cruzada com poodle, entre outros.
A pesquisadora Elizabeth Mullineaux, da British Veterinary Association, comemora os números mais baixos como sinal de eficácia de campanhas de bem-estar animal. Ela ressalta ainda que muitos cães braquicefálicos não são registrados no RKC e são criados ou importados de outras regiões, o que exige ações contínuas.
O RKC reforça a necessidade de responsabilidade na criação e aquisição de cães. Orientação consultiva recomenda priorizar a saúde do animal ao escolher uma doença ou aparência estética.
Entre na conversa da comunidade