- Em 10 de setembro de 1945, na fazenda de Fruita, Colorado, um frango ficou vivo após ter a cabeça decepada durante o abate.
- O golpe deixou parcialmente intacta a veia jugular, parte de uma orelha e do cérebro, permitindo que ele continuasse respirando e digestão.
- Para sobreviver, Mike era alimentado com conta-gotas e a garganta era limpa com seringa; viveu 18 meses nessa condição.
- A história se espalhou e o casal percorreu os Estados Unidos com o frango, cobrando US$ 0,25 por visita; a atração recebeu até 600 pessoas em um dia e teve cobertura da Life.
- Mike morreu em 17 de março de 1947, sufocado por muco; hoje Fruita celebra, todo maio, o Headless Chicken Festival.
No dia 10 de setembro de 1945, em Fruita, Colorado, o fazendeiro Lloyd Olsen, com a ajuda da esposa Clara, percebeu que um frango, mesmo sem a cabeça, ainda se movia. A nova linha de produção foi interrompida; o animal foi mantido vivo por cerca de 18 meses. A curiosidade ganhou projeção nacional.
O incidente ocorreu durante o abate de frangos para venda. O golpe de alto ângulo deixou parte da cabeça, mas manteve a jugular, parte da orelha e parte do cérebro intactos, responsáveis por respiração e outras funções vitais. Um coágulo evitou o sangramento fatal inicial.
Chamado de Mike, o frango permaneceu respirando e engolindo até receber alimento por meio de um conta-gotas. Os Olsen o levaram a mercados e bares, transformando a ave em atração turística com ingresso de 25 centavos. A história rapidamente ganhou a imprensa e a fama.
A turnê pelos EUA ganhou adesão massiva, com até 600 visitantes em um único dia. A revista Life publicou sobre o caso, elevando ainda mais o interesse público. O manejo diário incluía alimentação por via esôfago exposto e higienização da garganta com seringa.
Em 17 de março de 1947, em Phoenix, um episódio de sufocamento ocorreu quando não havia a seringa à mão. Sem acesso rápido a alimentação, Mike morreu engasgado, aos 18 meses de vida após a decapitação.
Hoje, Fruita lembra do episódio com o Headless Chicken Festival, realizado todo maio. A cidade preserva a história do frango sem cabeça como parte de seu imaginário cultural e turístico.
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