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Mapeamento de campos magnéticos cósmicos pode esclarecer forças do universo

Mapa cósmico de campos magnéticos, o maior já feito, abre caminho para entender a origem e evolução das forças que moldam o universo

The CSIRO used its ASKAP radio telescope to map magnetic fields, illustrated in red (pointing towards Earth) and blue (pointing away). Photograph: CSIRO/Alec Thomson et al./Alex Cherney/Sam Moorfield
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  • Cientistas produziram o maior mapa de campos magnéticos do cosmos, chamado SPICE_RACS, ao medir a luz de quase 4 milhões de galáxias que viaja pelo espaço entre elas.
  • O estudo foi possível com o conjunto de telescópios australianos Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP) no observatório Inyarrimanha Ilgari Bundara, em Western Australia.
  • O objetivo é investigar a origem e a evolução dos campos magnéticos do universo desde o Big Bang, respondendo a perguntas sobre a física cósmica.
  • O conjunto de dados é cinco vezes maior e mais detalhado que os anteriores e já está disponível para pesquisadores de todo o mundo.
  • Especialistas destacam que o mapa pode ampliar o entendimento sobre estruturas magnéticas no espaço e sobre a nossa própria galáxia nos próximos anos.

O maior mapa cósmico de campos magnéticos já produzido pode ajudar a esclarecer uma força fundamental do universo. A equipe liderada pela CSIRO mapeou as magnetizações medindo a distorção da luz de quase 4 milhões de galáxias ao atravessar o espaço entre as galáxias.

O estudo utilizou o conjunto de telescópios do Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), instalado em Inyarrimanha Ilgari Bundara, no oeste da Austrália. O ASKAP consegue vasculhar grandes áreas do céu e alcançar galáxias distantes com alta sensibilidade.

A cartografia, batizada de SPICE_RACS, foi publicada como recurso disponível a cientistas de todo o mundo. O objetivo é aprofundar perguntas sobre a origem e a evolução dos campos magnéticos cósmicos desde o Big Bang.

Professora Naomi McClure-Griffiths, uma das autoras, destaca que mapas anteriores não cobriam bem o hemisfério sul. O novo conjunto, cinco vezes maior que o anterior, promete oferecer uma visão mais detalhada das estruturas magnéticas do universo.

A pesquisadora enfatiza que o mapa não é o produto final, mas o ponto de partida para novas investigações. Estudiosos poderão estudar regiões de formação estelar e galáxias específicas com maior clareza.

Professora Lisa Harvey-Smith, que não participou da publicação, comenta que fenômenos magnéticos coexistem com a gravidade para mover objetos no espaço. Ela destaca que campos magnéticos são comuns em estrelas e galáxias.

Ela aponta ainda que o conjunto de dados é um repositório aberto, permitindo que pesquisadores acessem e conduzam estudos independentes. A disponibilização visa acelerar descobertas futuras na astronomia.

Dados abertos e próximos passos

A equipe planeja que pesquisadores usem o material para explorar detalhes de campos em diferentes ambientes cósmicos. O projeto reforça a importância da colaboração internacional e de recursos de observação avançados.

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