- A artista Isabel Nolan criou para o pavilhão da Irlanda, Dreamshook, um mundo imaginário inspirado no humanista Aldo Manuzio.
- A exposição aborda o estado entre sonho e realidade ao acordar, ligando esse momento a uma vida fictícia de Manuzio e aos livros portáteis.
- Nolan se inspira na arte italiana dos séculos XIV e XV para explorar humanismo, secularismo e o nascimento de uma nova forma de viver.
- O título Dreamshook representa o sentimento de acordar de um sonho intenso e ficar marcado pelas imagens e acontecimentos dele.
- A artista destaca a importância de ampliar a visão sobre o patrimônio cultural europeu, buscando incluir vozes diversas na história.
Isabel Nolan lança uma leitura imaginária na mostra da Irlanda, Dreamshook, criada para a pavilion nacional. A artista de Dublin propõe um mundo ficcional inspirado no humanista Aldo Manuzio, conhecido por tornar livros portáteis acessíveis em Veneza. A curadoria ficou a cargo de Georgina Jackson.
A exposição mergulha na linha tênue entre sonho e realidade que surge ao acordar, época em que o sonho parece se misturar ao mundo real. Dreamshook desenvolve-se a partir de uma figura literária e histórica, para explorar leitura, humanismo e imaginação coletiva.
Dreamshook é pensado como uma narrativa visual que utiliza objetos têxteis e formas intimistas para abordar grandes ideias. A escolha de escala reduzida busca criar uma relação física e mental com o tema central.
Contexto da exposição
Nolan explica que objetos menores ajudam a acionar interesse em temas amplos, aproximando o público por meio de referências cotidianas. A obra busca proporcionar uma entrada acessível a conceitos complexos sobre história e leitura.
A curadora Georgina Jackson acompanha o conceito de uma vida ficcional de Aldo Manuzio, visando popularizar livros portáteis, chamados enchiridia. O projeto marca uma leitura crítica sobre a herança cultural europeia.
Conexões com o Renascimento
A artista destaca o fascínio pela Itália dos séculos XIV e XV, período que vê como berço da secularização e do humanismo. Nolan afirma que esse momento revelou novas formas de viver e pensar que moldaram o mundo atual.
Ela ressalta a ambivalência em relação à herança europeia, reconhecendo avanços de ideias ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de ampliar vozes na história. A obra propõe diálogo entre passado e presente.
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