- A Art UK identificou, fotografou e digitalizou mais de 6.600 murais em um projeto lançado em janeiro de 2024.
- O objetivo é catalogar a maior parte da arte pública do Reino Unido, incluindo murais de Penzance a Orkney, com número já acima da meta inicial de 5.000.
- Murais deixaram o tom subversivo de lado e ganharam mainstream, em parte por custo menor e rapidez em comparação com a construção de esculturas, além de haver mais festivais de street art.
- Entre os temas, 19% são commemorativos, 23% mostram vida animal, 11% refletem heritage e indústria; outros abordam clima, segurança das mulheres e mensagens diversas, além de obras que visam apenas divertir.
- A coleta depende de voluntários e de pesquisas online; nem todos murais são permanentes, pois podem ser pintados sobre ou desaparecer com demolições.
O projeto de catalogação de murais públicos no Reino Unido ganhou destaque com a digitalização de mais de 6.600 peças. A iniciativa, que começou em janeiro de 2024, é liderada pela instituição beneficente Art UK e envolve a identificação, fotografias e arquivamento de murais de várias épocas.
Os murais vão desde obras no chão urbano até estruturas maiores, como um bloco de 16 andares em Gosport. O material listado abrange casos em Penzance, Orkney, Lowestoft e County Fermanagh, além de desenhos em cidades como Glasgow, Cardiff e Shrewsbury. A curadoria não inclui grafites.
A executiva adjunta da Art UK afirma que o número supera a meta inicial de 5 mil peças, refletindo a expansão das murais no país e o aumento de comissões municipais e de grupos de regeneração. Esses murais ganham espaço para incentivar a circulação de pessoas em centros urbanos, especialmente após a pandemia.
Entre os temas detectados, 19% são commemorativos, ligados a eventos nacionais, esportes, protestos e luto. Animais aparecem em 23% das obras, com representações de aves, mamíferos e micos. Murais de indústria histórica também aparecem, como uma peça com um mineiro e um canário.
Há peças dedicadas a questões amplas, como crise climática e segurança de mulheres, além de trabalhos que buscam apenas provocar sorriso. Exemplos isolados mostram figuras infantis em posições lúdicas, como uma menina fantasiada de pirata em Glasgow.
O projeto utiliza voluntários para localizar e fotografar murais, combinando encontros presenciais e buscas online. A equipe aponta que itens não incluídos são grafite e tags, por questões de custo, fluidez e preservação. Murais podem desaparecer com reformas.
A página da Art UK indica que há quase 6.700 obras registradas no momento, mas não se pode afirmar que esse seja o total de murais do país, pois novas peças surgem e outras somem. A catalogação envolve curadores, técnicos e entusiastas.
Além de registrar, a organização destaca a beleza e o valor histórico dos murais, citando exemplos como murais de épocas medievais em igrejas e peças recentes em rodovias de sul do País de Gales. A iniciativa busca preservar a memória visual da vida urbana britânica.
A colaboração envolve festivais de arte de rua, redes de voluntários e parcerias com autoridades locais. Art UK também ressalta que a atuação não abrange grafites efêmeros, muitos dos quais são removidos ou substituídos com o tempo.
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