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Feira 1-54 de Arte Africana Contemporânea foca na arte afro-brasileira

Feira 1-54 destaca arte afro-brasileira, com seção Brazil Beyond Brazil para ampliar compreensão e diálogo sobre artistas negros no Brasil e no exterior

Physical space requires that the other be either ally or enemy, N10.3 (2025) by Rommulo Vieira Conceição is on show at 1-54 with Aura Galeria from São Paulo
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  • A 1-54 Contemporary African Art Fair volta a New York, em sua 12ª edição no Starrett-Lehigh Building, em Chelsea, com 20 expositores de 12 países.
  • A seção especial Brazil Beyond Brazil apresenta dez artistas e seis galerias, organizada pelo historiador e curador brasileiro Igor Simões.
  • O objetivo é ampliar leituras sobre a arte Afro-Brasileira, indo além de temas como samba ou orixás, para mostrar artistas que moldam o cânone atual.
  • Destaques incluem Geological suture 3, de Luana Vitra (2024), e Parabrigar, de Helô Sanvoy (2022), obras que abordam mineração e habitação em contextos marginalizados.
  • O evento traz expositores pela primeira vez, como Adegbola Gallery, Aura, Black Pony Gallery, Blond Contemporary, Picture Theory Projects, Tanya Weddemire Gallery e Current: Baha Mar Gallery & Art Center; fica em cartaz até 17 de maio.

A 1-54 Contemporary African Art Fair retorna a Nova York, ocupando o Starrett-Lehigh Building, em Chelsea, com a 12ª edição. A mostra reúne 20 expositores de 12 países e abre espaço para uma seção especial dedicada à arte afro-brasileira, chamada Brazil Beyond Brazil. A curadoria fica a cargo do historiador e curator brasileiro Igor Simões.

A proposta ampliada busca aprofundar o entendimento sobre o Brasil como o maior país negro fora do continente africano. Simões revisita pesquisas desenvolvidas em exposições anteriores, contestando leituras reducionistas da arte afro-brasileira e oferecendo uma visão mais ampla das práticas artísticas atuais.

Brazil Beyond Brazil

Entre as obras em destaque estão Geological suture 3, de Luana Vitra (2024), uma escultura de parede que utiliza materiais ligados à mineração de Minas Gerais para criticar práticas extrativistas e o trabalho de comunidades negras. Parabrigar, de Helô Sanvoy (2022), usa tijolo e vidro para remeter às moradias precárias em favelas e às lutas por acesso à moradia.

Simões explica que a apresentação não rejeita a força de uma herança religiosa e cultural específica, mas busca ampliar o repertório para além de leituras estereotipadas. O objetivo é evidenciar artistas que moldam o cânone atual sem ficar preso a um rótulo de autenticidade.

A edição traz pela primeira vez galerias de diferentes partes do mundo, incluindo Adegbola Gallery de Lagos, Aura de São Paulo, Black Pony Gallery de Bermuda, Blond Contemporary de Londres, Picture Theory Projects de Manhattan, Tanya Weddemire Gallery de Brooklyn e Current: Baha Mar Gallery & Art Center de Nassau. Projetos especiais também integram a programação, como Entanglements, apresentado pela TM Arthouse, que reúne artistas do Caribe e da Amazônia com foco em temas ecológicos.

Contexto e público

A 1-54 foi criada em Londres em 2013 e chegou a Nova York em 2015, ampliando também sua atuação para Marrakech desde 2018. A curadora e fundadora Touria El Glaoui aponta que o evento se tornou um espaço de mudança estrutural no mercado, influenciando relações entre galerias, instituições, colecionadores e novos públicos.

Segundo El Glaoui, o perfil de visitantes e compradores evoluiu nos últimos anos, com maior diversidade geográfica e de experiência de coleta. O evento também tem contado com participação institucional crescente, com museus e fundações fortalecendo vínculos com as galerias.

A edição anterior em Nova York atraiu mais de 8 mil visitantes. Nesta edição, há 10 expositores a menos, mas a organizadora destaca que isso não significa queda de qualidade ou de oportunidades de debate e aprendizado para o público.

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