- O Global Wellness Institute divulgou o relatório Initiative Trends 2026, apontando que o setor de real estate wellness pode superar US$ 1 trilhão até 2029.
- Tendência 1: arquitetura primal, que coloca o sistema nervoso no centro do design, com iluminação suave, materiais naturais, menos estímulos visuais e circulação mais intuitiva.
- Tendência 2: neuroarquitetura, que usa ferramentas científicas para entender como luz, cores, acústica e layout afetam cérebro e bem-estar, buscando decisões de projeto mais intencionais.
- Tendência 3: eliminação de microplásticos, priorizando fibras naturais, madeira, pedra e cerâmica, reduzindo VOCs e poluentes, o que pode elevar o custo inicial mas reduzir gastos com saúde e valor de revenda.
- Tendência 4: iluminação circadiana, útil em ambientes sem muita luz natural, com integração a apps de casa inteligente e potencial para melhorar sono e reduzir quedas.
O Global Wellness Institute divulgou o relatório Initiative Trends 2026, que reúne dados de 27 grupos de especialistas, incluindo a área de Wellness Architecture and Design. O documento aponta o ambiente construído como infraestrutura de saúde e estima que o mercado de real estate wellness alcance mais de US$ 1 trilhão até 2029.
Segundo o texto, o design, a arquitetura e o mercado imobiliário orientados pelo wellness ganham importância em diferentes países, especialmente nos Estados Unidos. Consumidores passam a valorizar espaços que promovem saúde, segurança e qualidade de vida, influenciando projetos de reforma e construção.
O relatório destaca que as iniciativas do GWI devem influenciar especificações de projetos em 2026 e 2027, com consumidores mais informados sobre bem-estar e design wellness. Há expectativa de mudanças rápidas na prática de construção diante dos novos desejos de clientes.
Tendência 1: Arquitetura primal — segurança psicológica e equilíbrio humano
Arquitetura primal coloca o sistema nervoso humano no centro do design. Elementos como iluminação, acústica, clareza espacial, altura do teto e materiais influenciam o nível de tranquilidade ou estímulo de um ambiente. A ideia é reduzir o estresse no dia a dia.
Na prática, utiliza iluminação indireta, materiais naturais e circulação entre ambientes com menos estímulos visuais. O objetivo é criar espaços que transmitam sensação de segurança e bem-estar ao longo do tempo.
Tendência 2: Neuroarquitetura — impacto dos edifícios no cérebro
A neuroarquitetura une arquitetura a ciências para entender como imóveis afetam saúde física e mental. Medições de atividade cerebral, frequência cardíaca e estresse ajudam a ajustar luz, cores, acústica e configuração espacial.
O objetivo é criar ambientes que melhorem bem-estar, desempenho e resiliência. Isso envolve decisões de projeto mais embasadas, indo além de preferências estéticas.
Tendência 3: Eliminando microplásticos dos ambientes
As residências modernas apresentam maior vedação para eficiência energética, o que eleva preocupações com qualidade do ar. Partículas microplásticas podem vir de carpetes, estofados, tintas e pisos.
O relatório recomenda usar materiais naturais, fibras como lã, algodão e linho, madeira maciça, pedra e cerâmica, evitando VOCs e plásticos. O objetivo é reduzir poluentes desde a origem.
Essa abordagem envolve transparência de materiais e, muitas vezes, custos superiores, mas pode reduzir gastos com saúde e valorizar o imóvel no longo prazo.
Tendência 4: Design de iluminação circadiana
A iluminação circadiana ganhou relevância após comprovações de benefícios à saúde. Lâmpadas que acompanham ritmos biológicos podem ser integradas a apps como HomeKit e Alexa.
Ambientes sem muita luz natural, como banheiros, porões e áreas de trabalho, ganham destaque com essa iluminação. Estudos indicam melhoria de sono em usuários que adotam esse recurso, além de reduzir efeitos sazonais em regiões com menos luz no inverno.
> Reportagem baseada em fontes do Global Wellness Institute e no relatório Initiative Trends 2026.
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