- A National Gallery de Londres escolheu a firma de arquitetura japonesa Kengo Kuma and Associates para projetar a nova ala, orçada em £ 350 milhões, com inauguração prevista para o início dos anos 2030, após competição com seis finalistas.
- O prédio ficará ao norte da Sainsbury Wing, no local da St Vincent House, que será demolida, e terá exterior em pedra Portland claro; duas empresas britânicas, Building Design Partnership (BDP) e MICA, atuarão em parceria com Kuma.
- O térreo abrigará espaços públicos e galerias temporárias com acesso pela rua, o que pode ampliar os horários de funcionamento; os andares superiores receberão parte da coleção permanente, conectando-se à Sainsbury Wing e ao Wilkins Building.
- A área da coleção permanente ganhará cerca de 1.500 m², e a área de exposições temporárias no piso térreo terá 800 m², quase o dobro do espaço da ala Sainsbury Wing, com um jardim público no topo oferecendo vista para Leicester Square.
- O projeto integra o programa Domani, de £ 750 milhões, incluindo um fundo patrimonial para evitar déficits, em meio a medidas de corte de custos recentes na galeria.
A National Gallery de Londres revelou os arquitetos responsáveis pela nova ala de £350 milhões. O projeto será assinado pelo escritório japonês Kengo Kuma and Associates, conhecido por obras como o V&A Dundee. A construção ficará no terreno de St Vincent House, demolido para a expansão.
A escolha ocorreu após uma competição aberta no último setembro, com 65 propostas. Seis escritórios passaram para a fase final em dezembro, entre eles Selldorf Architects, de Nova York. Kuma concorreu com uma equipe global para a construção.
A diretora Garbriele Finaldi afirma que a trajetória de Kuma revela elegância de design, sensibilidade ao ambiente e uma gestão de luz e materiais de alto nível. No projeto, duas empresas britânicas auxiliam o time: Building Design Partnership (BDP) e MICA.
Sobre o local e o formato da extensão
A nova ala fica ao norte da Sainsbury Wing, no endereço da antiga St Vincent House, que pertence à galeria e será demolida. A fachada externa será revestida em pedra Portland de tonalidade clara.
O térreo abrigará áreas públicas e galerias temporárias, com acesso pela rua que favorece horários ampliados. Nos andares superiores ficarão áreas para a coleção permanente e ligações para a Sainsbury Wing e o Wilkins Building.
Capacidade exibição e arquitetura
A extensão vai ampliar o espaço de exibição permanente em cerca de 1.500 m². Em comparação, as áreas combinadas do Wilkins e da Sainsbury Wing somam 9.500 m². O piso superior contará com pinturas do final do século XIX aos dias atuais.
Para exposições temporárias, o térreo oferecerá 800 m², quase o dobro do espaço da galeria subterrânea da Sainsbury Wing. A galeria também contará com 240 m² no Wilkins Building, ampliando opções de montagem de mostras.
Visão geral do projeto e próximos passos
O projeto de Kuma integra uma composição de diferentes atmosferas entre os pisos, com uma sequência que mantém a continuidade com a Sainsbury Wing no piso principal, porém confere estilo próprio aos níveis superiores. No topo, haverá um jardim público com vista para Leicester Square.
Kengo Kuma, ao anunciar a parceria, destacou a responsabilidade de ampliar o acervo da National Gallery, considerado um tesouro da humanidade. A expansão faz parte de um conjunto maior de investimentos, denominado Domani, no valor total de £750 milhões, que envolve também um fundo de endowment para sustentar a instituição.
A National Gallery enfrentou recentemente um processo de contenção de custos para enfrentar um déficit previsto de £8,2 milhões entre 2026 e 2027, incluindo medidas como um plano de saída voluntária de parte da equipe. A iniciativa de expansão visa ampliar a capacidade de acervo e de exibição, mantendo a neutralidade histórica do espaço.
Entre na conversa da comunidade