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Golfinhas fêmeas lembram quem é agressivo ao escolher parceiro de acasalamento

Fêmeas de golfinho lembram machos agressivos ao escolher parceiro; estudo mostra que fêmeas disponíveis reagem mais do que aquelas com filhotes.

Adult female dolphin in Shark Bay, Australia
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  • Fêmeas de golfinhos identificam machos pelos lamentos únicos (sigature whistles) e lembram comportamentos passados, evitando os mais coercitivos durante a época de acasalamento.
  • O estudo comparou fêmeas disponíveis reprodutivamente com fêmeas indisponíveis (mais velhas ou com filhotes) e encontrou respostas de evasão mais fortes nas primeiras.
  • Machos formam alianças para reter as fêmeas em “consórcios” por horas ou semanas, usando comportamentos coercitivos que podem incluir mordidas, ataques ou investidas.
  • Pesquisadores usaram 34 lamentos assinatura de machos e ouviram-nos por 17 fêmeas, com drones registrando as respostas; fêmeas disponíveis mostraram maior evasão a machos com maior coerção.
  • O estudo, realizado em Shark Bay, Western Australia, indica que as fêmeas acompanham o histórico de comportamento dos machos para decidir quem pode acasalar, sugerindo memória de personalidade masculina.

Um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que fêmeas de golfinho identificam machos pelo chamado único e lembram do comportamento passado para evitar os mais agressivos durante a reprodução. A pesquisa ocorreu em Shark Bay, Oeste da Austrália.

Os cientistas observaram golfinhos da espécie bottlenose Indo-Pacífico, estudados há mais de 40 anos. A equipe monitorou sinais de assédio durante consórcios, forma de acasalamento em que machos se combinam para manter a fêmea sob controle. A análise considerou o impacto de comportamentos coercitivos.

Metodologia

Foram coletadas 34 assobios assinatura de machos e apresentados de forma controlada a 17 fêmeas por meio de monitoramento subaquático com drones. Os resultados indicaram que fêmeas disponíveis para reprodução apresentaram respostas de evitação mais fortes aos chamados de machos com maior tendência coercitiva.

Resultados-chave

A observação sugere que fêmeas mantêm um registro do histórico de conduta dos machos para decidir com quem se acasalar. Fêmeas sem possibilidade de reprodução imediata, como as com filhotes, não reagiram da mesma forma, indicando variação conforme o estado reprodutivo.

Contexto e relevância

O pesquisador principal, a professora Stephanie King, ressalta a complexidade das sociedades de golfinhos e o uso de sinais vocais para gerir relacionamentos ao longo do tempo. Os resultados contribuem para entender como escolhas parentais podem ser informadas por experiências anteriores.

Repercussão no campo

O estudo reforça a ideia de que comportamentos de golfinhos podem influenciar decisões reprodutivas e o papel das fêmeas na seleção de pares. O pesquisador inglês Mike Bossley, que não participou do estudo, destaca a importância de documentar a personalidade de cada indivíduo para entender a dinâmica social.

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