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Polícia busca apreender passaporte de suspeito na morte do cão Orelha

Polícia solicita à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente investigado pela morte do cão Orelha para impedir que ele saia do país

Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis. Créditos: Reprodução/Redes sociais
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  • A Polícia Civil solicitou à justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de matar o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, para evitar que ele deixe o país; a Polícia Federal foi informada.
  • O Ministério Público de Santa Catarina manifestou-se favorável ao pedido.
  • Há divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público quanto à necessidade de mais esclarecimentos; o MP vai requisitar diligências complementares.
  • O MP identificou lacunas na apuração sobre possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus‑tratos a animais e pode ampliar as investigações.
  • Na terça-feira 3, a Polícia Civil encerrou as investigações sobre as agressões e pediu a internação de um dos quatro adolescentes; mais de mil horas de imagens de 14 câmeras e 24 testemunhas foram analisadas, não havendo gravação do momento do ataque.

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente envolvido na morte do cão Orelha, no condomínio da Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo é impedir que o acusado deixe o país durante as investigações.

A solicitação foi encaminhada à Justiça e a Polícia Federal foi comunicada sobre o pedido. O Ministério Público estadual manifestou-se favorável à medida, visando manter o andamento probatório para a denúncia.

Divergências entre os órgãos

O Ministério Público informou que vai requisitar diligências complementares à Polícia Civil para esclarecer a possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos a animais. A apuração também visa confirmar a relação entre os fatos e a agressão aos animais.

Avanços da investigação

A Polícia Civil afirmou que há base legal para a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos. As autoridades utilizam tecnologia importada e imagens de câmeras para provar participação no crime.

Filmagens e provas

Foram analisadas mais de mil horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Também foram ouvidas 24 testemunhas. As imagens ajudaram a confirmar vestimentas do jovem no dia do crime e que ele saiu de madrugada do condomínio.

Situação atual

Apesar das evidências, a polícia não tem gravações do momento do ataque. Os trabalhos seguem com foco em esclarecer possíveis coações envolvendo familiares dos adolescentes e um porteiro de um condomínio da Praia Brava.

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