- O Ministério Público de Santa Catarina pediu diligências complementares à Polícia Civil sobre a morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
- A 10ª Promotoria identificou lacunas no Boletim de Ocorrência Circunstanciado e na possível participação de adolescentes em atos análogos a maus-tratos a animais.
- A 2ª Promotoria de Justiça da Capital, área criminal, vai ampliar a apuração para confirmar a relação de possíveis crimes com agressões a animais.
- A Polícia Civil concluiu o inquérito no dia 3, indiciou três adultos por coação a testemunha e pediu a internação de um adolescente; foram ouvidas 24 testemunhas e analisadas mais de mil horas de imagens.
- Orelha, cão de 10 anos, desapareceu e foi encontrado agonizando em 16 de janeiro na Praia Brava; pelos ferimentos, houve decisão de eutanásia pelos veterinários.
O Ministério Público de Santa Catarina anunciou na sexta-feira 6 que vai requisitar diligências complementares à Polícia Civil sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Civil havia concluído o inquérito no dia 3 deste mês.
Segundo o MP-SC, a 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital (Criminal) entenderam a necessidade de mais esclarecimentos para reconstruir os fatos. Lacunas apontadas incluem a possível participação de adolescentes em atos análogos a maus-tratos.
A apuração também investiga a eventual coação no curso do processo e ameaças envolvendo familiares dos adolescentes suspeitos e um porteiro de condomínio na Praia Brava. A 2ª Promotoria pretende ampliar a área criminal do inquérito para confirmar ou afastar relação com agressões aos animais.
Avanços da investigação
A Polícia Civil concluiu o inquérito na última terça-feira e indiciou três adultos por coação a testemunha, além de solicitar a internação de um adolescente. A corporação analisou mais de mil horas de filmagens em 14 equipamentos, ouvindo 24 testemunhas e identificando oito adolescentes suspeitos. O cão Orelha tinha 10 anos e foi encontrado ferido na região no dia 16 de janeiro; por gravidade, foi eutanizado pelos veterinários. Orelha era conhecido e cuidado pela vizinhança da Praia Brava.
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