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Morte do cão Orelha revela violência animal no submundo digital

Caso do cão Orelha revela submundo do zoosadismo online, com crueldade contra animais e cooptação de menores nas redes sociais, aponta risco sistêmico

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Orelha — Foto: Reprodução
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  • A morte do cão comunitário Orelha, ferido em Florianópolis, levou à investigação de quatro adolescentes suspeitos; o caso ganhou comoção da comunidade local.
  • Outro cão, Caramelo, também vagava pela Praia Brava e enfrentou uma tentativa de afogamento; os suspeitos são apontados como os mesmos adolescentes.
  • Especialistas apontam redes virtuais globais que incitam zoosadismo e lucram com conteúdos de crueldade, veiculados em plataformas como YouTube, X e Telegram.
  • O caso reforça a importância de educação de famílias e instituições sobre direitos dos animais para prevenir cooptação por ambientes virtuais maliciosos; o Ministério Público do Rio Grande do Sul atua nisso.
  • A presença de conteúdo de crueldade é tema global com denúncias de milhares de links; no Brasil, leis responsabilizam maus-tratos, com penas variando conforme a natureza da crueldade.

O cão comunitário apelidado Orelha morreu após violência sofrida num bairro nobre de Florianópolis, em Santa Catarina. A situação ocorreu recentemente e ganhou repercussão nacional, envolvendo investigadores e a comunidade que o adotava. O caso também envolve outro cão, Caramelo, que acompanhava Orelha na Praia Brava, e que escapou de uma tentativa de afogamento.

Quatro adolescentes são apontados como suspeitos dos golpes contra Orelha e Caramelo. Eles estão sob investigação policial, segundo as informações divulgadas pela imprensa local. A autoria e a motivação exata ainda estão em apuração, e as circunstâncias do ocorrido aguardam esclarecimentos oficiais.

A violência contra animais em ambientes digitais é tema constante de debate. Especialistas destacam a existência de redes virtuais que estimulam tortura de animais e a busca de notoriedade e lucro nesses conteúdos, com alcance global e incidência em plataformas populares. A discussão envolve ainda a necessidade de educação dos jovens sobre direitos dos animais.

Segundo o Ministério Público, a prática de zoosadismo aparece como marcador de radicalização entre menores, associada a conteúdos de violência que podem circular em comunidades online. O órgão mantém projetos de prevenção voltados a menores de idade para reduzir esse tipo de comportamento.

Casos envolvendo conteúdo violento contra animais já geraram críticas a plataformas de redes sociais, que são alvo de denúncias sobre lacunas de moderação. Relatos apontam que grande parte dos conteúdos denuncia险 apresentados circula entre usuários com visualizações expressivas, reforçando um circuito de crueldade.

Brasil e mundo: o tema é reconhecido como crime no país, com penas previstas de detenção para maus-tratos a animais, variando conforme a gravidade. Em especial cães e gatos costumam ter rigidez maior de punição desde 2020. Dados de órgãos oficiais indicam aumento de processos por maus-tratos nos últimos anos.

Proteção animal e educação permanecem como caminhos apontados por especialistas para evitar cooptação de jovens por conteúdos nocivos. Famílias e instituições são chamadas a promover o entendimento dos direitos dos animais e a conscientização sobre as consequências do comportamento violento, sobretudo em ambientes digitais.

Casos recentes também ilustram a precariedade de segurança de animais de rua em diversas regiões. Em Toledo, no Paraná, outro cão comunitário foi morto após disparo, com investigação policial em curso. A coincidência de casos reforça a necessidade de ações públicas de proteção e fiscalização.

Fontes oficiais indicam que iniciativas de prevenção à violência extrema entre menores seguem em andamento, com participação de promotores e instituições. A avaliação de políticas públicas nessa área continua em debate, buscando respostas eficazes para reduzir crueldade contra animais e a radicalização online.

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