- China e Brasil chegaram a um acordo para flexibilizar exigências sanitárias da soja, aliviando o comércio entre os dois países.
- Autoridades concordaram em não aplicar tolerância zero para plantas daninhas em cargas de soja importadas do Brasil, facilitando a certificação.
- Navios que haviam sido reprovados nas inspeções passarão a receber a certificação sanitária sem novas inspeções.
- O acordo busca reduzir atrasos nos embarques durante a temporada de exportação, quando o Brasil é o principal fornecedor da China.
- Reuniões bilaterais serão realizadas para definir o nível de tolerância a plantas daninhas e os critérios de certificação.
China e Brasil flexibilizam exigências sanitárias para soja, em acordo que pode reduzir atrasos no comércio bilateral. Acordo envolve inspeções sanitárias após cargas não aprovadas, segundo documento do Ministério da Agricultura.
“As autoridades chinesas entenderam e aceitaram que não será adotado o critério de tolerância zero para plantas daninhas em cargas de soja importadas do Brasil”, afirmaram autoridades brasileiras em comunicado divulgado na sexta-feira (20).
A medida visa aliviar atrasos durante a temporada de exportação, quando o Brasil é grande fornecedor e domina as importações chinesas no período. Algumas remessas foram reprovadas no início do mês pela presença de vegetação ou ervas daninhas.
Navios reprovados receberam certificação sanitária sem novas inspeções, conforme o acordo. Também haverá reuniões bilaterais para definir o nível de tolerância a plantas daninhas, segundo o documento.
Medidas de flexibilização
A mudança busca acelerar o fluxo de cargas entre Brasil e China, reduzindo gargalos logísticos. O Brasil é o principal fornecedor de soja para a China, especialmente na alta temporada de exportação.
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