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Famílias buscam respostas um ano após acidente da Jeju Air

Após um ano do pior desastre aéreo no país, famílias exigem investigação completa e responsabilização, enquanto governo promete mudanças reais e o relatório permanece atrasado

South Korea marks the first anniversary of the deadly Jeju Air crash in Muan
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  • Um ano após o pior desastre aéreo em solo sul-coreano, famílias das 179 vítimas se reuniram no recorte de concreto em Muan, onde o voo Jeju Air 2216 caiu, exigindo respostas e uma investigação completa.
  • O acidente ocorreu em 29 de dezembro de 2024, quando o Boeing 737-800 americou sem roda de dianteira, bateu na barreira e pegou fogo perto do aeroporto internacional de Muan.
  • As famílias, que dizem não ver progresso, acenderam velas, cantaram parabéns para as vítimas nascidas em dezembro e cobraram esclarecimentos.
  • O presidente Lee Jae Myung pediu desculpas e disse que é dever do governo evitar repetição da tragédia, prometendo mudanças reais e ações.
  • A Comissão de Investigação de Acidentes de Aviação e Ferrovia, liderada pelo governo, não cumpriu o prazo de um ano para divulgar o relatório; investigações apontam danos por impacto de pássaros nos motores, além de questões sobre a pista e a possível atuação dos pilotos.

A apenas um ano do pior desastre aéreo ocorrido no território sul-coreano, famílias das 179 vítimas reuniram-se ao longo do muro de concreto junto ao local do acidente do voo Jeju Air 2216, exigindo respostas e uma apuração completa. O avião, um Boeing 737-800, caiu em Muan após abortar o pouso, atingiu a barreira e incendiou-se em 29 de dezembro de 2024.

Centenas de pessoas cercaram o aeroporto internacional de Muan, onde o jato pousou sem rodas, desestabilizou-se no obstáculo e se tornou uma bola de fogo. Relatos apontam para o luto intenso e para a frustração com a falta de progresso na apuração.

As famílias acendem velas e celebram um bolo em memória aos 16 nascidos no mês de dezembro. Em meio à comoção, representantes pedem transparência e responsabilização para que as 179 vítimas não tenham morrido sem respostas.

Promessa de mudança real

Kim Yu-jin, porta-voz das famílias, afirmou que a verdade precisa vir à tona e que os responsáveis devem ser responsabilizados. Ela criticou a prioridade dada à limpeza do excesso de danos em vez da investigação.

Ao discursar, autoridades e o orador da Assembleia acompanharam o momento, com flores depositadas e a leitura de nomes das vítimas exibidos em tela, em cartões com formato de passagem.

Ryu Kum-Ji, que perdeu ambos os pais no acidente, disse à Reuters esperar uma apuração completa, com punições para quem for cabível. O apelo é por um inquérito mais rigoroso.

Avanços e entraves da investigação

O governo envolve-se na apuração por meio do Aviation and Railway Accident Investigation Board, que não cumpriu o prazo de um ano para publicar o relatório definitivo. Em relatório preliminar de janeiro, os motores sofreram impactos de aves na aproximação.

Em julho, foi divulgado que o motor esquerdo, menos danificado que o direito, foi desligado antes do pouso de emergência. Detalhes sobre o projeto da pista e o papel dos pilotos ainda permanecem sob questionamento.

Partes envolvidas argumentam que a independência e a especialização do conselho são incertas e apontam que a investigação pode estar atribuindo falhas aos pilotos sem esgotar outras causas. O desenrolar segue sob escrutínio público.

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