- Produtores no sul do Rhône estudam uso de óleos essenciais e ervas aromáticas como tratamento alternativo ao oídio, potencialmente menos agressivo do que fungicidas convencionais.
- Com o clima cada vez mais imprevisível, a agricultura orgânica na França fica mais desafiadora, e o governo restringiu o uso de fungicidas de cobre, defesa principal contra o oídio.
- Um viticultor de Costière de Nîmes afirma ter encontrado uma abordagem adaptável a vinhedos ao redor do mundo e está disposto a compartilhar os resultados gratuitamente.
- O repórter Matt Walls acompanha o produtor e descreve a ideia como algo extraordinário por iniciar a aplicação em escala comercial.
- O texto menciona ainda avaliações de vinhos do Château l’Ermite d’Auzan, com cinco prováveis degustações destacadas.
O uso de óleos essenciais pode alterar a forma como produtores enfrentam o oídio, doença que ataca vinhedos, especialmente em condições climáticas cada vez mais imprevisas. Em França, mudanças recentes aumentam o desafio para a agricultura orgânica, já que uma agência governamental restringiu o uso de grande parte dos fungicidas à base de cobre, a principal defesa contra o oídio em vinhas orgânicas.
Um produtor na região sul do Rhône testa uma alternativa: tratar o oídio com ervas aromáticas. A abordagem, ainda em estudo, é apresentada como capaz de ser adaptada a vinhedos ao redor do mundo. A ideia é usar compostos naturais de plantas para reduzir a dependência de fungicidas químicos mais tradicionais.
O estudo é conduzido em uma exploração comercial localizada em Costières de Nîmes, com o objetivo de demonstrar a viabilidade em escala e oferecer os resultados a outros produtores, sem cobrança de licença ou pagamento. A divulgação ocorre de forma aberta, com o produtor disposto a compartilhar dados e métodos.
Experiência no terreno
A iniciativa coloca em evidência a possibilidade de uma prática mais sustentável para o manejo fitossanitário. A equipe envolvida ressalta a necessidade de validação sob diferentes climas e solos, além de monitoramento rigoroso para evitar impactos na qualidade das uvas. Analistas apontam que o cenário regulatório na França impulsiona pesquisas sobre alternativas ao cobre.
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