- O Ministério da Saúde realizou a primeira oficina de formação de facilitadores para grupos reflexivos com homens, com foco na prevenção de violências contra meninas e mulheres.
- Profissionais formados receberão acompanhamento de professores especialistas durante 24 meses para atuarem como multiplicadores da metodologia.
- Os grupos visam espaços de escuta e reflexão onde homens problematizam práticas e buscam reconhecer violências para desenvolver novas formas de relacionamento.
- A iniciativa está alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e pretende ampliar a atuação para outras capitais e municípios, fortalecendo a articulação interfederativa.
- A formação ocorre em formato teórico e prático, com conteúdo sobre saúde masculina, direitos das mulheres, relações de gênero e masculinidades, com turmas previstas para contemplar profissionais de diferentes locais.
O Ministério da Saúde realizou a primeira oficina para formação de facilitadores de grupos reflexivos com homens. A iniciativa, voltada à promoção da saúde e à prevenção das violências contra meninas e mulheres, envolve profissionais qualificados para atuar como multiplicadores.
Participantes contarão com acompanhamento de professores especialistas por 24 meses após a formação. Os grupos visam espaços de escuta, reflexão e responsabilização, com foco na problematização de práticas e na construção de relações não violentas.
A ação é inédita e está alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. A articulação nacional envolve estados e municípios para avançar na agenda de enfrentamento da violência de gênero.
Como funciona
A proposta qualifica profissionais para atuar em UBS, empresas e espaços com presença masculina, ampliando a intervenção do Estado sobre as causas estruturais da violência.
O curso “Formação de Facilitadores de Grupos Reflexivos com Homens para a Prevenção das Violências Contra Meninas e Mulheres” será oferecido em quatro turmas. A primeira ocorreu em Brasília, de 1 a 3 de junho, com representantes de cada capital.
A formação é voltada a trabalhadores da saúde, proteção e assistência social, selecionados pela rede de saúde, com dois representantes por localidade.
Quem participa
Elizete Gonçalves dos Santos, de Cuiabá (MT), destacou a importância do curso para aperfeiçoar o diálogo entre equipes. Ela ressalta espaços de reflexão e a troca de experiências como estímulo à prática profissional.
A metodologia combina teoria e prática, com acompanhamento em subgrupos. Aborda saúde dos homens, direitos das mulheres, relações de gênero e masculinidades, entre outras temáticas, sob orientação de docentes especializados.
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