- Amanda Wixon, 56, foi condenada a 13 anos de prisão por manter uma vítima presa em casa, em Tewkesbury, Gloucestershire, desde a década de 1990.
- A vítima, com deficiência de aprendizagem, viveu mais de 25 anos sob controle, medo e abuso, sem ter voz ou autonomia.
- O ambiente era degradante: casa superlotada, mofo, entulho no quintal, e a vítima era obrigada a trabalhar no local; o dinheiro do benefício era depositado na conta de Wixon.
- A violência incluía agressões físicas e abusos como forçar a ingestão de detergente, despejar água sanitária no rosto e rapar o cabelo contra a vontade.
- Há críticas à atuação de serviços sociais, com relatos de falhas na proteção; a vítima está hoje sob cuidado de uma família que a apoia e busca reconstruir sua vida.
Amanda Wixon, 56, foi condenada a 13 anos de prisão por manter uma mulher presa em casa, na região de Gloucestershire, desde os anos 1990. A vítima, que hoje está na casa dos 40 anos, vivia em condições que o tribunal descreveu como Dickensian. A sentença ocorreu no Gloucestershire Crown Court, nesta quinta-feira.
A criança crescida pela vítima não tinha controle sobre a vida, finanças ou voz. A mulher era obrigada a trabalhar para a mãe de 10 filhos, recebendo os recursos do benefício pagos na conta de Wixon. Ela vivia sem sair de casa, com alimento precário e servindo a família por anos.
A investigação começou após uma denúncia recebida pela polícia, com a descoberta em 2021. Ao ser localizada, a vítima apresentava cicatrizes na face e nos lábios, calos profundos nos pés e punhos, sinais de trabalho exaustivo e de restrição de movimento. Levaram-se a polícia a descrever o quarto como uma cela.
Contexto e reação
O promotor Sam Jones afirmou que houve falha dos serviços sociais, que tinham registro de envolvimento na década de 1990, mas não haviam mantido contato com a vítima desde então. Vizinhos relataram ter alertado autoridades, sem que medidas efetivas fossem tomadas. Organizações de apoio a vítimas de escravidão moderna pedem mais treinamento para profissionais.
O juiz Lawrie caracterizou a situação como tendo uma qualidade Dickensiana. A prefeitura de Gloucestershire informou que só tomou conhecimento do caso em 2021, durante a investigação policial, e que apoiou a vítima desde então. Foi anunciada uma revisão institucional para aprimorar a identificação e prevenção de abusos semelhantes.
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