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Agressões com IA e tecnologia para atacar e controlar mulheres, alerta ONG

Abusadores usam IA e dispositivos digitais para vigiar e controlar mulheres; Refuge aponta aumento de sessenta e dois por cento em casos complexos no último trimestre de 2025

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Women’s groups are calling for tech developers to take into account women’s safety.
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  • Refúgio reporta recorde de mulheres abusadas por meio de tecnologia nos últimos três meses de 2025, totalizando 829 casos, com aumento de 62% nos mais complexos.
  • Houve incremento de 24% no encaminhamento de vítimas com menos de 30 anos.
  • Os abusos incluem uso de smartwatches, anéis Oura e Fitbits para rastrear, além de dispositivos domésticos conectados que controlam luzes e aquecimento; apps de IA para se passar por outras pessoas.
  • Uma sobrevivente chamada Mina relatou que o smartwatch foi usado para localizar sua moradia de emergência após fugir do agressor; a polícia devolveu o dispositivo, mas ela foi localizada por meio de um investigador particular.
  • A equipe de tecnologia de abuso em Refúgio alerta para a necessidade de regulamentação e de mais recursos para investigações digitais, cobrando responsabilidade das indústrias de tecnologia; o governo diz trabalhar com Ofcom para enfrentar o abuso online e offline.

Durante três meses de 2025, a Refuge divulgou aumento no uso de tecnologia para abuso contra mulheres, incluindo dispositivos vestíveis, assistentes domésticos e IA. Segundo a instituição, houve recorde de encaminhamentos para serviços especializados, com 829 mulheres em casos mais complexos, 62% a mais que o período anterior, e incremento de 24% entre menores de 30 anos.

A ONG aponta que abusadores passaram a usar relógios inteligentes, anéis Oura e Fitbits para rastrear e assediar, além de controlar iluminação e aquecimento por meio de dispositivos conectados. Casos envolvendo apps de IA que simulam pessoas também foram relatados pela equipe de abuso tecnológico.

Emma Pickering, chefe da equipe de abuso facilitado por tecnologia da Refuge, destacou falhas na trajetória de desenvolvimento de produtos. Ela disse que o acesso fácil a acessórios inteligentes facilita a instrumentalização por agressores e as consequências para mulheres e meninas são graves.

Uma sobrevivente, identificada como Mina, relatou fuga apressada após o abusador localizar a moradia de emergência via contas em nuvem ligadas ao smartwatch. A polícia devolveu o dispositivo, mas ela foi localizada novamente por um investigador particular contratado pelo agressor.

A Refuge também registrou uso de IA para manipulação de provas, como vídeos alterados para sugerir embriaguez, e a emissão de documentos fraudulentos com aparência autêntica. Tais recursos são usados para enfrentar serviços sociais e justificar vigilância ou estratégias de controle.

A organização cita riscos crescentes na área médica, como controle de níveis de insulina por meio de rastreadores de saúde, que poderia ter consequências fatais. A instituição sustenta que políticas públicas devem priorizar a segurança digital das mulheres.

A líder de tecnologia da Refuge pediu ação governamental para crimes digitais, com maior investimento em equipes de investigação e regulamentação. Também cobrou responsabilidade das empresas de tecnologia por falhas no desenho de dispositivos seguros para pessoas vulneráveis.

Governo e regulação

O governo afirmou que enfrentar a violência contra mulheres, inclusive na esfera online, é prioridade. Destacou a nova estratégia de VAWG e a cooperação com Ofcom para orientar plataformas online no combate a abusos.

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