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Operação contra agressores de mulheres prende mais de 230 em SP

Operação em SP prende 233 suspeitos de violência contra mulheres; 1,4 mil mandados, 1,5 mil policiais, diante do aumento de feminicídios

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Operação em SP cumpre mais de 1,4 mil mandados de prisão contra agressores de mulheres. Créditos: Reprodução/TV Globo
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  • 233 pessoas foram presas na operação da Polícia Civil de São Paulo, voltada a agressores de mulheres.
  • A ação mira o cumprimento de cerca de 1,4 mil mandados e envolveu 1.500 policiais.
  • Os detidos eram condenados ou descumpriam medidas cautelares.
  • De janeiro a outubro de 2025 houve aumento de 10,1% nos feminicídios no estado, com 207 casos; a capital respondeu por 23,3% dos casos.
  • A capital paulista lidera o crescimento e ganhou destaque o caso de Tainara Souza Santos.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação nesta terça-feira contra agressores de mulheres. A ação mobilizou cerca de 1,5 mil policiais para cumprir cerca de 1,4 mil mandados de prisão e de busca e apreensão em todo o estado.

Entre os detidos, há pessoas condenadas ou que descumpriam medidas protetivas, segundo a SSP-SP. O objetivo é coibir violências e garantir cumprimento de decisões da Justiça.

A operação começou na noite de segunda-feira, com atividades concentradas na capital e no interior. O balanço oficial aponta 233 pessoas presas na divulgação desta terça, em um esforço para frear agressões e feminicídios.

Ao todo, foram expostos mandados relativos a diferentes formas de violência contra a mulher, com maior foco no descumprimento de medidas protetivas.

Aumento de feminicídio no estado

Dados do Instituto Sou da Paz indicam alta de 10,1% nos casos consumados de feminicídio entre jan-out de 2025, frente ao mesmo período de 2024.

O estado registrou 207 ocorrências, ante 188 no ano anterior, com a capital respondendo por 23,3% desse total.

Segundo o levantamento, a capital paulista foi o local em que houve o maior impacto relativo, representando um quarto dos feminicídios do estado.

A agência aponta que a violência contra mulheres segue como prioridade de atuação policial e políticas públicas no estado.

Contexto recente e casos de repercussão

Entre os casos que ganharam notoriedade está o de Tainara Souza Santos, brutalmente atropelada e arrastada por um ex-companheiro. Ela ficou 25 dias internada, teve as pernas amputadas e faleceu na véspera do Natal.

A situação destacou a importância de medidas protetivas eficazes e do endurecimento de fiscalização sobre agressores.

A SSP-SP reiterou que a operação visa cumprir decisões da Justiça e prevenir novas ocorrências de violência contra mulheres.

Os detalhes — como locais de cumprimento de mandados e a identificação de cada preso — devem ser oficializados pela assessoria da secretaria.

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