- Em inquérito na corte de coroner de Southport, Queensland, foi revelado que Kelly Wilkinson foi assassinada dias após o marido, Brian Earl Johnston, ter recebido fiança de forma inadequada por parte de um policial, em abril de 2021.
- Wilkinson havia feito acusações de estupro contra Johnston e era considerada pessoa de alto risco por a polícia de Queensland e por um serviço doméstico e de violência familiar; ela havia feito quatro contatos com a polícia antes do crime.
- A decisão de conceder fiança foi considerada contrária à Lei de fiança, já que a situação exigia um tratamento em show cause diante das acusações de violência; o policial envolvido também participou de outras funções, o que causou preocupação.
- Johnston, 37 anos, ex-marine dos EUA, se declarou culpado do homicídio em 2024 e recebeu prisão perpétua; ele ateou fogo em Wilkinson com um galão de 20 litros de gasolina e depois tentou tirar a própria vida pulando na piscina.
- O inquérito discute se a resposta da Polícia de Queensland às denúncias de Wilkinson estava de acordo com as políticas da época e se houve necessidade de mudanças em treinamento, políticas e procedimentos para evitar falhas similares.
O inquérito no Tribunal de Coroners do Queensland ouve que Kelly Wilkinson foi morta poucos dias após a concessão irregular de fiança a Brian Earl Johnston. A audiência aponta falhas no protocolo policial no caso de violência doméstica.
Wilkinson, de 27 anos, havia feito acusações de estupro contra Johnston, já separado, e estava sob vigilância de serviços de violência familiar. O caso ocorreu dias após Johnston receber liberdade condicional.
A audiência sustenta que a fiança não deveria ter sido concedida sem o encaminhamento a um magistrado, pois se tratava de uma situação de “show cause”. A decisão foi tomada por um policial na delegacia de Southport.
Desenvolvimento do inquérito
Segundo DI Suzanne Newton, a prática violou a Lei de Fiança, já que não caberia ao policial conceder fiança em casos de show cause. Newton descreveu o comportamento como inadequado para o porte da delegacia de Southport.
Wilkinson já havia contatado a polícia quatro vezes, obtido uma ordem de violência doméstica e denunciado comportamento abusivo. O serviço de prevenção ao DV também apontou risco imediato e encaminhou-a como de alto risco.
Johnston, então com 37 anos e ex-marine, foi condenado pela morte de Wilkinson em 2024. O juiz Peter Applegarth determinou prisão perpétua, destacando que ele pretendia matar a vítima e a si mesmo, sem sucesso.
A inquirição continua para apurar se a resposta policial esteve alinhada às políticas vigentes e quais mudanças de treinamento ou procedimentos serão necessárias. A conclusão do caso é aguardada pelo tribunal.
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