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Bacalhau, cordeiro e chocolate ganham destaque em evento culinário

Guia de harmonizações para Sexta-Feira Santa e Páscoa sugere vinhos para bacalhau, cordeiro e chocolate, com opções tinto, branco e de sobremesa

Foto: Gaizka Iroz/AFP
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  • Na Sexta-Feira Santa, o bacalhau é protagonista; vinhos tintos requerem cuidado com o sal, optando por ramos menos encorpados ou envelhecidos, como tintos do Alentejo ou Merlots.
  • Os brancos ganham com Chardonnay com passagem em madeira para estrutura, e com Encruzado e Antão Vaz que mantêm acidez para equilibrar a gordura do peixe.
  • No domingo de Páscoa, a harmonização clássica com cordeiro é com tintos, especialmente da região de Bordeaux; Cabernets Sauvignon ajudam na textura da carne.
  • Outros tintos de Portugal, Espanha, Itália, além de Malbec argentino e Cabernet chileno, também combinam com cordeiro, incluindo cortes grelhados com Pinot Noir para um toque mais leve.
  • Para a sobremesa de chocolate, vale igualar doçura entre vinho e doce; Madeira e Portos Tawny vão bem com chocolates mais amargos, Ruby com frutas vermelhas, LBV como boa opção de custo; Moscatel de Setúbal é interessante para sobremesas portuguesas.

Durante a Sexta-Feira Santa, o bacalhau ganha protagonismo nas mesas, com o peixe destacando várias possibilidades de harmonização. Para quem prefere vinhos tintos, é preciso considerar o sal da peça, que pode intensificar os taninos e gerar um leve toque metálico na boca. Adesão a vinhos menos tânicos ou já envelhecidos é comum entre especialistas.

Entre os brancos, destaca-se a combinação com Chardonnays envelhecidas em madeira, que ganham estrutura e ajudam na untuosidade de molhos ricos, queijos e derivados do leite. Uvas como Encruzado, no Dão, e Antão Vaz, no Alentejo, oferecem acidez e equilíbrio para a gordura do azeite e a textura do bacalhau.

Bacalhau e brancos

O guia também aponta que a escolha pode variar conforme o preparo. A parceria entre bacalhau e vinhos brancos busca realçar a delicadeza do peixe sem sobrepor seus sabores. Encruzado e Antão Vaz aparecem como opções com boa estrutura para diferentes receitas.

Para quem prefere tintos, a sugestão recai sobre vinhos menos encorpados ou com passagem de madeira mais suave, com boa acidez para equilibrar o prato. Tintos portugueses do Alentejo e Merlots aparecem entre as opções.

Cordeiro na Páscoa

Da Sexta-Feira Santa para o domingo de Páscoa, o cordeiro entra como prato principal e exige vinhos com boa estrutura. A regra clássica orienta tintos de Bordeaux, reconhecidos por sua capacidade de acompanhar carnes de textura firme e ervas aromáticas, como o alecrim.

Além disso, cabem tintos de Portugal, Espanha, Itália, bem como Malbec argentino e Cabernet Sauvignon chileno. A ideia é combinar com cortes que preservem a expressão das especiarias e das ervas utilizadas no preparo.

Opções de corte e terroir

Para cortes grelhados, como costeletas de cordeiro, os especialistas sugerem um tinto mais leve, como Pinot Noir. A versatilidade dessa uva facilita harmonizações entre Borgonha clássica e expressões do Novo Mundo, incluindo Chile e Oceania.

A uva Pinot Noir é destacada pela versatilidade, indo além da Borgonha e abrindo espaço para diferentes estilos de vinificação, especialmente em regiões com clima mais ameno.

Chocolates e sobremesas de Páscoa

Na sobremesa, o chocolate figura como desafio de harmonização. A regra de ouro é que o doce do vinho combine com o doce da sobremesa para não sobressair. Ovos de Páscoa, especialmente de chocolate ao leite, costumam exigir atenção aos níveis de doçura e textura.

Chocolates com maior cacau pedem vinhos com menos açúcar, enquanto frutas secas, como amêndoas e avelãs, pedem vinhos da Madeira ou Portos tawny. Portos Ruby funcionam bem com recheios de frutas vermelhas ou escuras, e LBV oferece boa relação custo-benefício.

Moscatel de Setúbal e outras sugestões

Sobremesas portuguesas de ovos costumam combinar com Moscatel de Setúbal, abrindo portas para explorar mais do vinho de Portugal. No fim, a enogastronomia é apresentada como diversão, com espaço para experimentar harmonizações mesmo quando alguém encontra uma combinação bem-sucedida.

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