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O lado B das uvas: impactos ambientais, usos e consumo

Timorasso, Aligoté e outras uvas esquecidas ressurgem na Europa, desbancando hegemonias internacionais e redefinindo o prestígio vinícola.

Foto: Arquivo Pessoal
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  • Em Santorini, turismo e vinhedos convivem com a produção de brancos, especialmente Assyrtiko, com uvas cultivadas em altitudes e vinhos que ganham comparação com rótulos de Chablis, ainda que o hectare de vinhedo passe de 500 mil euros.
  • No Piemonte, a Timorasso renasceu a partir dos anos oitoies, hoje com mais de sessenta vinícolas engarrafando a casta, que oferece aroma peculiar, estrutura, textura quase oleosa e acidez marcante.
  • A Aligoté, tradicionalmente à sombra da Chardonnay na Borgonha, vive novo impulso com produtores de elite; a uva aparece em diferentes solos e com propostas mais acessíveis, incluindo vinhos que combinam com frutos do mar.
  • Bierzo, no noroeste da Espanha, tem ganhado destaque com a uva Mencía, que produz tintos elegantes com fruta vermelha e mineralidade, com Raúl Pérez como produtor de destaque.
  • Em Portugal, a ilha de Porto Santo, perto de Madeira, resgata uvas como Listrão e Tinta Negra (Molar em Colares, Saborinho nos Açores) por meio do projeto Companhia de Vinhos dos Profetas e Villões, ampliando a diversidade de sabores.

A vinicultura de nicho ganha espaço na Europa, com castas antes negligenciadas ganhando destaque internacional. Timorasso e Aligoté mostram que o prestígio não depende apenas de rótulos consagrados. Em Santorini, o turismo e a produção local coexistem há décadas.

Gaia, produtor de referência na ilha grega, expõe uvas além da Assyrtiko, incluindo Moschofilero em vinhedos de alta altitude no Peloponeso. A região mantém o simbolismo histórico de guerras antigas, mas hoje atrai visitantes por vinhos brancos de caráter singular.

Santorini e o preço da terra

A expressão das uvas na Grécia convive com o turismo; um hectare de vinhedos pode custar mais de 500 mil euros. Santorini concentra pouco mais de 20 vinícolas, cuja produção de brancos é fortemente associada à assinatura da Assyrtiko.

Timorasso resgata o Piemonte

No Piemonte, a Timorasso deixou o esquecimento para trás após os anos 1980. Ferdinando Principiano lidera o renascimento, levando mais de 60 vinícolas a engarrafar a casta, que combina estrutura, textura rica e acidez marcante.

Aligoté volta a ganhar espaço

Na Borgonha, a Aligoté saiu da sombra da Chardonnay. Pequenos produtores e mudanças climáticas ajudaram a resgatar a variedade, com Pinot Pataille e Arnoux oferecendo estilos que valorizam o frescor e a gastronômica ligação com frutos do mar.

Mencía e Bierzo ganham notoriedade

No noroeste da Espanha, Bierzo impõe a Mencía como alternativa de tintos elegantes, com fruta vermelha e mineralidade. Raúl Pérez, disponível pela World Wine, é um dos nomes que popularizam a cepa.

Profetas e Villões em Porto Santo

Portugal celebra o projeto Companhia de Vinhos dos Profetas e Villões, em Porto Santo, ilha próxima à Madeira. Uvas pouco conhecidas, como Listrão e Tinta Negra, são trazidas de volta ao mapa com vinhos de caráter singular. Embraiados pela Emi Wines no Brasil, os rótulos destacam a diversidade da região.

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