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Como foi 2025 para o vinho: profissionais dos EUA apontam estilos definidores

Em 2025, especialistas em vinho destacam retorno à tradição, valorização de simplicidade e momentos de surpresa, refletindo mudanças de estilo e percepção.

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • 2025 foi descrita como ano surpreendente e diverso, com retorno a estratégias mais tradicionais e estilos mais robustos, em contraste com tendências anteriores de maior curiosidade e risco no mundo do vinho. Exemplos citados incluem Vin Noé Pommard ‘Rêve Américain’ (2023).
  • Muitos destacaram o prazer das coisas simples e o retorno a rótulos familiares, revisitando regiões e estilos há tempos não provados, como Clos du Rouge, Gorge Côte Catalanes Jeunes Vignes (2024).
  • O ano também foi marcado por experiências pessoais marcantes, como Mas Candí, ‘Montombra’ Blanco (2019), vinho que acompanhou a chegada de um filho e ganhou significado emocional.
  • Alguns safou duas leituras ao mesmo tempo: Minouche, Fleurie Beaujolais (Julie Balagny) representando sinceridade não filtrada, e Neptune Riesling (Rosewood, Niagara) ampliando a visão sobre o que Riesling pode ser — agressivo, refinado e sensorial.
  • A seleção incluiu diversidade de estilos, com referências como Gamay, Manzanilla e Champanhe, além de rótulos como Vollenweider Goldgrube Kabinett (2021), Emmanuel Brochet Champagne, Elio Sandri Barolo Riserva Perno Vigna Disa (2018) e Julien Altaber L’Écume Vin Mousseux (Extra Brut, blend de Pinot Noir e Aligoté).

A reportagem apresenta um retrato nacional sobre como 2025 foi percebido por profissionais de vinho nos Estados Unidos. A ideia foi ouvir especialistas e capturar estilos, sensações e tendências que marcaram o ano, usando a voz de quem vivenciou vinhos e mercados.

Entre relatos, o ano é descrito como marcada por retornos a estilos clássicos, maior scrutinização de abordagens naturais e uma sensação de audácia contida. A cada comentário, surgem vinhos que simbolizam as leituras de 2025, bem como momentos pessoais de consumo.

As respostas destacam a diversidade de experiências: lembranças de infância, ocasiões especiais, descobertas de novas regiões e interpretações de rótulos específicos. O conjunto de relatos aponta para uma temporada de experimentação contida, com desejo de equilíbrio entre tradição e inovação.

Perspectivas de profissionais

Joe Hirsch, importador, aponta uma inclinação histórica de 2025: retorno ao tradicional e a vinhos mais estruturados, com menos espaço para quebras de barreira. Entre sugestões, cita Vin Noé Pommard Quarta 2023. Ele aposta na volta de uma linha mais conservadora em 2026.

Nikita Malhotra, diretora de vinhos, descreve 2025 como ano de prazeres simples: voltar a estilos familiares e regiões já exploradas. Entre os destaques está Clos du Rouge, Gorge Côtes Catalanes Jeunes Vignes 2024, visto como representação da proposta do ano.

Keara Driscoll, diretora de vinhos de Brooklyn, enfatiza uma experiência transformadora: Mas Candí Montombra Blanco 2019, de Xarel·lo e Malvasia, lembrando o momento em que virou mãe e a descoberta de que é aceitável não saber tudo.

Haden Riles, sommelier, divide o ano em dois movimentos paralelos: Minouche de Julie Balagny e Neptune Riesling da Rosewood, cada um mostrando facetas distintas de 2025, entre sinceridade, audácia e novidade sensorial.

Daniel de la Nuez, fundador de distillarias, é categórico ao associar o ano a Gamay como símbolo de ruptura e provocação, com uma expressão marcada pela ousadia.

Sammi Schachter, diretora de vinhos, compara 2025 ao Manzanilla Sherry, destacando salinidade e nutrição de memória, citando Buelan Mirador como referência.

Sophie Stettler-Eno, funcionária de restaurante, observa DC mais contida, mas com escolhas Gamay em evidência, citando Domaine Verdier Logel La Volcanique 2023 como exemplar do year.

Mariano Garay, funcionário de Manhattan, vê 2025 misto de Riesling, Nebbiolo e Champagne, com evolução de mineralidade a energia e firmeza, citando rótulos como Vollenweider Goldgrube Kabinett 2021 e Elio Sandri Barolo Riserva Perno Vigna Disa 2018.

Travelling chef Henry Elliman encontra no ano um brilho: um espumante natural que simboliza expectativa e otimismo, citando L’Écume Vin Mousseux Extra Brut Pinot Noir Aligoté como referência de estilo.

Este conjunto de relatos evidencia uma percepção de 2025 marcada por tensão entre tradição e inovação, com ênfase em vinhos que conciliam acidez, elegância e uma certa resiliência frente a mudanças de consumo.

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