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Gripe aviária mata dezenas de filhotes de foca-elefante em parque californiano

Gripe aviária mata mais de duas dúzias de filhotes de elefante-marinho no parque estadual Año Nuevo, Califórnia, e suspende temporariamente áreas de observação

An elephant seal pup, right, rests next to female elephant seals on a beach at Año Nuevo State Park, 16 January 2026, in Pescadero, California.
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  • Um surto de influenza aviária altamente patogênica, HPAI H5N1, matou cerca de 30 filhotes de foca-elefante no Parque Estadual Año Nuevo, na Califórnia.
  • A área de observação de focas está temporariamente fechada; passeios de observação foram cancelados até 1 de março.
  • A colônia do parque comporta cerca de 5.000 animais, e o surto foi detectado pela primeira vez em mamíferos marinhos na Califórnia.
  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis e da Universidade da Califórnia em Santa Cruz intensificam o monitoramento, apoiados por décadas de dados sobre a população.
  • Ainda não se sabe como o vírus chegou aos animais nem se o surto se espalhará além da Califórnia; autoridades trabalham com agências estaduais e federais para acompanhar o caso.

O surto de uma variante altamente patogênica da gripe aviária (HPAI H5N1) matou cerca de 30 filhotes de foca-elefante na região de Año Nuevo, no estado da Califórnia. O fato levou ao fechamento temporário de áreas de observação de focas no parque estadual.

O parque Año Nuevo abriga uma colônia de foca-elefante com aproximadamente 5 mil animais na temporada de reprodução, que ocorre de dezembro a março. A maioria das mortes ocorreu entre filhotes desmamados, segundo pesquisadores.

A equipe de UC Davis e UC Santa Cruz intensificou o monitoramento após a detecção do surto na semana passada. Este é o primeiro registro da HPAI H5N1 em mamíferos marinhos na Califórnia. Em Argentina, a mesma cepa causou alta mortalidade entre filhotes.

Segundo pesquisadores, as mortes têm se mantido em um nível relativamente baixo, sem explosão de casos até o momento. O estudo acompanha centenas de milhares de observações de dezenas de milhares de focas ao longo de décadas.

A pesquisadora Roxanne Beltran destacou que o estudo de Ano Novo é excepcional pela documentação detalhada. Com identificação individual, é possível vincular resultados de infecção a animais específicos e entender impactos.

Ainda não está claro como o vírus chegou aos mamíferos marinhos nem se pode se espalhar além da Califórnia. A equipe trabalha com NOAA Fisheries, o Departamento de Peixes e Vida Selvagem da Califórnia e a West Coast Marine Mammal Stranding Network.

Medidas de monitoramento e restrições

O parque continua aberto, porém com restrições. Observação de focas por visitantes está limitada, com cancelamento de passeios até 1º de março como medida de precaução. O parque recebe mais de 60 mil visitantes por ano.

Año Nuevo continua sob vigilância intensa, com comunicação de que o espaço busca equilibrar a proteção da vida marinha com o turismo responsável. Cientistas reiteram a necessidade de monitoramento contínuo para entender a evolução do surto.

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