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Pelinhos na tromba de elefantes alteram a percepção do mundo

Pelos da tromba têm poros complexos que conferem durabilidade e senso tátil único aos elefantes, inspirando sensores robóticos

Fotografia do nariz do elefante.
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  • Pesquisadores alemães estudaram as vibrissas (bigodes) da tromba de elefantes asiáticos, que têm cerca de mil pelos hipersensíveis.
  • Diferente de outros mamíferos, esses pelos não possuem músculos para se mover e não crescem de novo; por isso, cada pelo funciona como ponto cego permanente.
  • Dentro de cada vibrissa existem poros e uma rede complexa de porosidades que aumenta durabilidade e resistência, seguindo um gradiente de rigidez ao longo do fio.
  • Experimentos com impressão 3D de amostras criaram uma “varinha” para simular contato, ajudando a entender como a vibração e a rigidez influenciam as sensações.
  • O estudo, publicado na revista Science, sugere que esse gradiente de rigidez funciona como um mapa de contato, abrindo caminho para sensores robóticos inspirados nessa anatomia.

Dois a três parágrafos de texto sem subtítulos antes do primeiro título. A notícia aborda um estudo recente que investigou os pelos da tromba dos elefantes, chamados vibrissas, e revelou uma estrutura interna complexa. A pesquisa, realizada na Alemanha, foi publicada na revista Science.

Os cientistas analisaram elefantes-asiáticos (Elephas maximus) e encontraram uma rede de poros no interior de cada pelo, com cerca de 5 centímetros de extensão. Diferentemente de outros pelos do corpo, essas vibissas não possuem músculos que permitam movimento.

A presença de poros distribuidos ao longo do fio sugere uma função de maior durabilidade e sensibilidade. O estudo aponta um gradiente funcional: base rígida e oca, ponta mais fina, densa e maleável, capaz de absorver impactos sem se quebrar.

Estrutura e funcionamento

A estrutura com poros cria rigidez que varia ao longo do comprimento da vibissas, o que ajuda a detectar o ponto de contato com objetos. Essa configuração permite ao elefante perceber o ambiente com maior precisão, mesmo sem movimentos musculares nos pelos.

Pesquisadores usaram microscopia e microtomografia para mapear as fibras. Modelos computacionais simulam como o gradiente de rigidez transforma o tato em percepção espacial ao longo da tromba. O resultado sugere uma adaptação evolutiva única.

Aplicações e próximos passos

Os autores testaram sensações com réplicas impressas em 3D, simulando interações com superfícies. A ideia é entender como essa sensibilidade pode inspirar sensores robóticos com resposta tátil avançada.

O grupo do Instituto Max Planck, responsável pela pesquisa, pretende explorar o uso do gradiente de rigidez em tecnologias de engenharia. O objetivo é desenvolver sensores que imitem a percepção táctil dos elefantes para aplicações industriais e médicas.

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